Dólar cai a R$ 5,14, menor nível desde o início da guerra. Bolsa sobe
Movimentos da moeda americana e do Ibovespa, porém, foram pequenos, indicando cautela do investidor diante dos desdobramentos dos conflitos
atualizado
Compartilhar notícia

O dólar registrou leve queda de 0,25% frente ao real, cotado a R$ 5,14, nesta segunda-feira (6/4). Com isso, a moeda americana retornou ao patamar pré-guerra no Oriente Médio. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em pequena alta de 0,06%, aos 188,1 mil pontos. Como foram pequenas, as duas variações indicam, na prática, estabilidade dos dois indicadores.
O movimento do câmbio no Brasil seguiu a tendência do mercado externo. Às 16h30, o Índice DXY, que mede a força do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes (como euro, iene e libra esterlina), também apresentava leve recuo: no caso, ele caía 0,02%, aos 100 pontos.
A guerra no Oriente Médio, que entrou na sua sexta semana, segue como principal pano de fundo e vetor para o comportamento dos mercados. E o tema continua sendo marcado por um vaivém de narrativas que apontam para posições opostas: de um lado, há o discurso de continuidade dos confrontos; do outro, fala-se em adesão a um cessar-fogo (e ambos têm sido relatados como iminentes).
Eliminar numa noite
Nesta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que “todo o Irã pode ser eliminado numa noite”. E essa noite pode ser nesta terça-feira (7/4). A nova ameaça do líder americano representa o ultimato mais recente para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz, passagem marítima essencial de cerca de 20% do comércio global do petróleo.
Em contrapartida, agências de notícias internacionais noticiaram que os Estados Unidos e o Irã teriam recebido um plano de cessar-fogo preparado pelo Paquistão. A informação apaziguou, ao menos momentaneamente, os investidores.
Petróleo
Mesmo assim, o petróleo, mais uma vez, fechou em alta. O barril do tipo Brent, referência para o mercado mundial, com vencimento em junho, subiu 0,68%, a US$ 109,77. O West Texas Intermediate (WTI, que baliza o mercado americano) para maio avançou 0,78%, a US$ 112,41 por barril.
