Dólar e petróleo sobem com ameaça de Trump de ampliar ataques ao Irã
Moeda americana iniciou sessão em alta de 0,56%, a R$ 5,18. Barril da commodity foi a US$ 110. Bolsa brasileira caiu com retórica agressiva
atualizado
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O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (2/4) em alta. Às 9h30, ele avançava 0,56%, cotado R$ 5,18. O movimento do câmbio repercute, em grande medida, o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra no Irã, realizado na noite da véspera. Ao contrário do que muitos investidores esperavam, o republicano alardeou ameaças e não falou em cessar-fogo.
Resultado imediato da manifestação de Trump, o petróleo voltou a subir, depois de uma pequena queda no dia anterior. Às 9h15, o barril do tipo Brent (referência internacional) com entrega para junho avançava 7,63%, cotado a US$ 108,88. O tipo West Texas Intermediate (WTI, que baliza o preço no mercado norte-americano) para maio disparou 9,55%, a US$ 109,68.
No discurso, Trump prometeu que os Estados Unidos atacarão o Irã “com extrema força” nas próximas duas ou três semanas. Mais uma vez, afirmou: “Vamos levá-los de volta à Idade da Pedra, onde eles pertencem”. O republicano acrescentou que, se não houver acordo, atacará “duramente todas as usinas de geração de energia elétrica” iranianas.
Como resposta, o Irã prometeu realizar ataques “devastadores” contra alvos americanos e israelenses. Nesta quinta-feira, novas investidas foram registradas contra em Israel e no Golfo Pérsico, com os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita relatando a interceptação de mísseis e drones.
Ibovespa
O impacto negativo da retórica agressiva de Trump nos mercados também atingiu o mercado de capitais. No caso da Bolsa brasileira (B3), às 10h53, o Ibovespa, o principal índice da B3, registrava queda de 0,83%, aos 186,4 mil pontos. Na véspera, ele havia fechado em leva alta de 0,26%, aos 187,9 mil pontos.
No mesmo horário, os principais indicadores de Nova York também recuavam. O S&P 500 perdia 0,98%, o Dow Jones caía 1,07% e o Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia, baixava 1,27%.
