Dólar oscila após Trump e Irã recusarem cessar-fogo. Bolsa perde força

Na última sessão da semana passada, na quinta-feira (2/4), o dólar fechou em leve alta de 0,05%, cotado a R$ 5,159. Bolsa também subiu 0,05%

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Depois de operar em baixa frente ao real durante a manhã, o dólar passou a rondar a estabilidade, nesta segunda-feira (6/4), com o mercado financeiro em compasso de espera por um novo pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra contra o Irã.

Está prevista para esta tarde uma entrevista coletiva do líder norte-americano, no Salão Oval da Casa Branca, ao lado de representantes das Forças Armadas dos EUA. A expectativa é por uma nova atualização sobre o andamento do conflito no Oriente Médio.

O Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa brasileira, que vinha operando em alta, perdeu força com a recusa do cessar-fogo por parte de EUA e Irã.


Dólar

  • Às 12h08, o dólar caía 0,13%, a R$ 5,153, praticamente estável.
  • Mais cedo, às 11h17, a moeda norte-americana recuava 0,17% e era negociada a R$ 5,151.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,159. A mínima é de R$ 5,139.
  • Na última sessão da semana passada, na quinta-feira (2/4), o dólar fechou em leve alta de 0,05%, cotado a R$ 5,159, praticamente estável.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula queda de 0,37% no mês e 6% no ano frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), também operava quase no zero a zero.
  • Às 12h11, o Ibovespa avançava 0,05%, aos 188,1 mil pontos.
  • No último pregão, o indicador também fechou em alta de 0,05%, aos 188 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula valorização de 0,31% em abril e de 16,71% em 2026.

Guerra concentra todas as atenções

A semana começa da mesma forma que a última terminou: com os olhos dos investidores voltados ao Oriente Médio, acompanhando os desdobramentos político-econômicos do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.

Nesta segunda-feira, o Irã rejeitou uma proposta de reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um “cessar‑fogo temporário”. Segundo Teerã, os EUA não demonstram disposição para negociar uma trégua permanente.

A tensão entre os dois países aumentou após uma sequência de declarações de Trump, que intensificou as ameaças contra o regime iraniano. Em sua plataforma Truth Social, o republicano afirmou que poderá ordenar ataques contra usinas de energia e pontes iranianas caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto.

“Abram a porcaria do estreito, seus lunáticos, ou vocês vão viver no inferno – vocês verão!”, escreveu Trump. Durante entrevista à Fox News, porém, ele também afirmou acreditar haver “uma boa chance” de se chegar a um acordo.

Ainda nesta segunda, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) confirmou a morte de seu chefe de inteligência, Majid Khademi. Em comunicado divulgado em seu canal no Telegram, a Guarda afirmou que o general morreu durante uma ofensiva atribuída a Israel e aos EUA.

Khademi ocupava o cargo desde que Mohammad Kazemi foi morto em um ataque israelense em 15 de junho de 2025, durante a guerra de 12 dias entre Irã e Israel. A substituição ocorreu em um contexto de confronto direto entre os dois países.

De acordo com informações da agência Reuters, Irã e EUA receberam uma proposta para encerrar as hostilidades, com previsão de reabertura do Estreito de Ormuz, com um prazo de 15 a 20 dias. O plano teria sido elaborado pelo Paquistão e apresentado aos dois países. A proposta prevê uma estratégia em duas etapas, um cessar-fogo imediato, seguido por um acordo mais amplo.

Segundo a Reuters, o chefe do Exército do Paquistão, marechal Asim Munir, mantém contato com o vice-presidente dos EUA J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.

No início da tarde, o Irã rejeitou o cessar-fogo nas condições propostas pelos EUA, mas propôs a criação de um protocolo para a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz e a retirada de sanções econômicas contra o país persa.

A proposta norte-americana previa uma estratégia em duas etapas, um cessar-fogo imediato, que permitiria a abertura do Estreito de Ormuz entre 15 e 20 dias, seguido por um acordo mais amplo, de acordo com a agência Reuters.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que a proposta dos EUA era extremamente ambiciosa, incomum e ilógica”. Baghaei ainda afirmou que negociações não podem ocorrer sob ameaças e alegou que as falas de Trump sobre destruir instalações civis do Irã configuram crime de guerra.

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