Prazo dado por Trump ao Irã para reabrir Ormuz se aproxima do fim

Em 27 de março, Trump deu 10 dias para o Irã reabrir Ormuz e, assim, evitar possíveis ataques dos EUA contra instalações vitais do país

atualizado

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Doug Mills – Pool/Getty Images
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1 de 1 donald trump - Foto: Doug Mills – Pool/Getty Images

O prazo dado pelo presidente Donald Trump para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz, antes que infraestruturas do país persa sejam atacadas, se aproxima do fim entre esta segunda (6/4) e a terça-feira (7/7), caso ele mantenha a ameaça feita no fim de semana.

Sem avanços nas conversas, a guerra continua no Oriente Médio. Nesta segunda, o líder norte-americano falará à imprensa, no início da tarde, no Salão Oval. Ele convocou chefes militares do governo para a conversa que terá como tema o conflito no Oriente Médio.


O que está acontecendo?

  • Estados Unidos, Israel e Irã estão em guerra desde 28 de fevereiro de 2026.
  • Na época, Washington e Tel Aviv afirmaram que os ataques que iniciaram o conflito visavam impedir a construção de uma arma nuclear iraniana, além de buscar a destruição das capacidades militares do país persa.
  • O Irã, por sua vez, passou a atacar posições norte-americanas espalhadas pelo Oriente Médio como forma de retaliação.
  • Além disso, autoridades iranianas bloquearam o Estreito de Ormuz, por onde cerca de 20% do petróleo mundial é escoado.
  • O Irã impôs pedágios para navios que queiram transitar na região. Embarcações ligadas aos EUA e Israel, ou de aliados, seguem impedidas de passar pelo local.
  • Atualmente, navios que estejam transportando ajuda humanitária têm sinal verde para navegar em Ormuz. Embarcações do Iraque também receberam o aval, sem que precisem pagar a taxa.
  • Com isso, preço do petróleo disparou, e abriu uma crise no setor. Nos últimos dias, o barril do tipo brent, usado como referência internacional, passou a ser negociado acima da casa dos US$ 100.
  • Diante da crise, os EUA apresentou uma proposta de paz ao Irã, com a mediação do Paquistão. Autoridades iranianas, porém, rejeitaram o acordo, e afirmaram que não será Trump quem definirá quando a guerra será encerrada.

No último dia 27 de março, o presidente dos Estados Unidos prolongou uma suspensão dos ataques contra instalações vitais do Irã. Entre elas, usinas de dessalinização e de energia. Em uma publicação na rede social Truth, ele alegou que a medida foi motivada por negociações que caminhavam “muito bem”.

“A pedido do governo iraniano, esta declaração serve para informar que estou suspendendo o período de destruição de usinas de energia por 10 dias, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h, horário do leste dos EUA. As negociações estão em andamento e, apesar das declarações errôneas em contrário da mídia de notícias falsas e de outros, estão indo muito bem”, disse Trump na época.

Desde então, o presidente republicano fez uma série de declarações sobre o lado iraniano buscar um acordo não só sobre Ormuz, mas também para um cessar-fogo na guerra — o que o governo do Irã nega. Trump nunca apresentou provas concretas que sustentassem suas falas sobre possíveis discussões com Teerã.

Enquanto falava em negociar, o presidente dos EUA aumentou a retórica militar contra o país persa, e afirmou que o “inferno” poderia cair sobre o Irã se Ormuz não fosse desobstruído. A última das ameaças aconteceu no domingo (5/4), quando Trump disse considerar “explodir tudo e assumir o controle do petróleo” caso um acordo não fosse firmado.

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O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial
Estreito de Ormuz
Navio no Estreito de Ormuz
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O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

Lara Abreu/ Arte Metrópoles
Estreito de Ormuz
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Estreito de Ormuz

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Navio no Estreito de Ormuz
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Navio no Estreito de Ormuz

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O Irã, por sua vez, não recuou diante das ameaças do presidente norte-americano. Ao invés disso, autoridades iranianas têm falado em aumentar as retaliações contra posições dos EUA espalhadas pelo Oriente Médio.

“Em caso de agressão do inimigo americano sionista, todas as infraestruturas usadas pelo exército terrorista dos EUA, bem como as infraestruturas do regime sionista, serão alvo de ataques destrutivos e contínuos sem restrições”, disse o general Ali Abdullahí, chefe do Quartal-General Central de Khatam al-Anbiya das Forças Armadas do Irã, no sábado (4/4).

Falta de apoio e contradições

Ao mesmo tempo em que se mostrava confiante sobre um desfecho positivo sobre a crise em Ormuz, como quando disse à Fox News que poderia chegar a um acordo com o Irã até esta segunda-feira, Trump fez uma série de declarações contraditórias.

No primeiro discurso à nação desde o início da guerra, ele voltou a ameaçar aliados da Europa. Na fala, Trump alegou que os EUA não dependem do petróleo que circula pelo Estreito de Ormuz, e disse que países que dependem do combustível que transita no local “devem assumir a responsabilidade de protegê-lo”.

Apesar da pressão, aliados dos EUA não embarcaram nos pedidos de Trump. Ao invés disse, nações afetadas pelo choque do petróleo, incluindo membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), optaram por vias não militares na tentativa de conter a crise.

Na última quinta-feira (2/4), um grupo com mais de 40 países prometeu ações junto a Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Marítima Internacional (OMI), além de sanções econômicas, caso o Irã não desobstruísse Ormuz. Nada foi feito até o momento.

Um outro ponto contraditório nas falas do presidente dos EUA diz respeito, justamente, a data final do “ultimato” contra o Irã. Inicialmente, Trump falou em atacar instalações vitais iranianas nesta segunda.

Mas, em publicações na rede social Truth, o líder republicano sinalizou que pode adiar, mais uma vez, seus planos de levar o Irã “de volta à idade da Pedra”.

“Terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram o maldito Estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno – AGUARDEM! Louvado seja Alá”, escreveu Trump em uma mensagem no domingo (5/4).

Até o momento não está claro se o presidente dos EUA realmente adiou os ataques norte-americanos contra instalações energéticas iranianas.

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