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Mundo

Presidente do Parlamento do Irã rebate Trump após novas ameaças

Mohammad Ghalibaf afirmou que o presidente americano "não ganhará nada com crimes de guerra", após Trump ameaçar atacar pontes e usinas

05/04/2026 14:26
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Reprodução/Redes Sociais
Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento do Irã

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, rebateu as novas ameaças de Donald Trump neste domingo e afirmou que o americano “não ganhará nada com crimes de guerra”.

“Suas ações imprudentes estão arrastando os Estados Unidos para um inferno na Terra para todas as famílias, e toda a nossa região vai queimar porque você insiste em seguir as ordens de Netanyahu. Não se engane: você não ganhará nada com crimes de guerra”, disse o iraniano.

Ghalibaf complementa afirmando que a “única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano e pôr fim a este jogo perigoso”.

Mais cedo neste domingo, Trump, em um post repleto de palavrões, ameaçou atacar pontes e usinas elétricas do Irã.

“Abram a porra do Estreito, seus malucos, ou viverão no inferno” disse o americano em uma publicação nas redes sociais.

Em uma entrevista à Fox News, o presidente americano alegou esperar que um acordo seja fechado entre os países até segunda-feira (6/4), e ameaçou “explodir tudo e assumir o controle do petróleo”, caso o Irã não aceite.

No sábado, Trump já havia ameaçado fazer “um inferno” no Irã caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto em “até 48 horas”, prazo que expira próxima segunda.

Imagem colorida, estreito de ormuz
O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

Fechado pelo Irã desde o dia 28 de fevereiro, o canal marítimo é uma das rotas mais importantes do comércio de petróleo do mundo. Estima-se que cerca de 20% de todo o petróleo global passa pelo Estreito de Ormuz.

O bloqueio da passagem causou uma alta no preço do petróleo internacional. O barril de petróleo Brent, referência internacional, atualmente está avaliado em cerca de US$ 109 a unidade. Um dia antes da guerra, em 27/2, a unidade do barril fechou em US$ 72.