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Mundo

Irã rejeita ultimato de Trump e diz que Estreito de Ormuz segue fechado

Donald Trump afirmou que Irã tem 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz antes que "o inferno se abata sobre eles"

04/04/2026 19:01, atualizado 04/04/2026 19:04
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Elke Scholiers/Getty Image
Uma lancha da polícia patrulha o porto enquanto petroleiros e embarcações de alta velocidade permanecem ancorados na área de ancoragem de Mascate, perto do Estreito de Ormuz - Metrópoles

O Irã rejeitou as recentes ameaças de Donald Trump, que prometeu destruir a infraestrutura vital do país, caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto em 48 horas. A resposta foi divulgada neste sábado (4/4) pelo general Ali Abdullahí, chefe do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya.

Em um comunicado, o militar das Forças Armadas da República Islâmica do Irã disse que o presidente dos Estados Unidos age de forma “desesperada, nervosa, desequilibrada e tola” após “derrotas consecutivas” dos norte-americanos no conflito.

Ali Abdullahí acrescentou que, caso as ameaças se concretizem, as forças iranianas estão prontas para responder.

“Em caso de agressão do inimigo americano sionista, todas as infraestruturas usadas pelo exército terrorista dos EUA, bem como as infraestruturas do regime sionista, serão alvo de ataques destrutivos e contínuos sem restrições”, disse o general iraniano.

“Desde o início da guerra importa, tudo o que dissemos, dizemos, e o significado simples desta mensagem é que as portas do inferno se abrirão para vocês [norte-americanos]”.

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Fechamento do estreito tem impacto no preço do petróleo
Crise no Estreito de Ormuz acelera busca por outras rotas no Golfo
Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial
O canal está localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã
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O canal está localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã

Photo by Getty Images/Getty Images
Fechamento do estreito tem impacto no preço do petróleo
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Fechamento do estreito tem impacto no preço do petróleo

Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images
Crise no Estreito de Ormuz acelera busca por outras rotas no Golfo
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Crise no Estreito de Ormuz acelera busca por outras rotas no Golfo

Gallo Images/Orbital Horizon/Copernicus Sentinel Data 2025
Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial
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Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

Lara Abreu/ Arte Metrópoles

Mais cedo, Trump voltou a ameaçar a infraestrutura energética do Irã em retaliação ao bloqueio em Ormuz., onde cerca de 20% do petróleo mundial é escoado. O estreito sofre com restrições de navegação, impostas pelos iranianos, desde o início da guerra no Oriente Médio.

A mensagem do presidente norte-americano foi um reforço de um “ultimato” em 27 de março. Na época, ele prometeu suspender ataques contra usinas de energia iranianas por 10 dias. O prazo se esgota na próxima segunda-feira (6/4).

Atualmente, somente embarcações que não sejam ligadas aos EUA e Israel, sob o pagamento de pedágio, podem passar pelo local. Além disso, navios que estejam transportando ajuda humanitária estão autorizados a passar pelo Estreito de Ormuz.