A poucas horas do fim do prazo de Trump ao Irã, petróleo bate US$ 116

O presidente dos EUA, Donald Trump, deu um ultimato ao Irã que termina às 21 horas (pelo horário de Brasília) desta terça-feira (7/4)

atualizado

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Kenny Holston-Pool/Getty Images
Donald Trump no discurso do Estado da União, no Capitólio
1 de 1 Donald Trump no discurso do Estado da União, no Capitólio - Foto: Kenny Holston-Pool/Getty Images

A poucas horas do fim do prazo final imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã, para que o país persa libere o Estreito de Ormuz, os preços internacionais do petróleo continuavam em disparada no fim da manhã desta terça-feira (7/4).


O que aconteceu

  • Por volta das 10h45 (pelo horário de Brasília) desta terça-feira, o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 3,3% e era negociado a US$ 116,12.
  • No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) registrava alta de 0,84%, a US$ 110,69.
  • O petróleo está em disparada desde as primeiras horas do dia. Mais cedo, às 8h35 (de Brasília), o barril do WTI subia 1,95%, cotado a US$ 114,60, enquanto o brent avançava 0,9%, a US$ 110,76.

Prazo final dado por Trump se aproxima

Os mercados globais acompanham, com grande preocupação, os desdobramentos da guerra entre norte-americanos e iranianos. O presidente dos EUA, Donald Trump, deu um ultimato ao Irã que termina às 21 horas (pelo horário de Brasília) desta terça.

Trump exige que o regime iraniano reabra o Estreito de Ormuz. Trata-se de um canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.

Em coletiva na Casa Branca, nessa segunda-feira (6/4), Trump afirmou que o país persa poderia ser “eliminado em uma noite”. A escalada ocorre em meio ao fracasso de uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, rejeitada tanto por Washington quanto por Teerã.

O plano previa uma trégua inicial de 45 dias e a reabertura gradual da principal rota global de transporte de petróleo. O governo iraniano classificou os termos como “ilógicos” e reiterou que não negocia sob ameaça.

Em paralelo, Trump voltou a ameaçar diretamente a infraestrutura iraniana, citando pontes e usinas de energia como alvos potenciais. “Eles não terão pontes, nem usinas de energia. Não terão nada”, declarou, ao sugerir que ataques poderiam ocorrer em poucas horas caso não haja acordo.

O Irã, por sua vez, rechaçou as ameaças de Trump, classificando-as como “delirantes” e “insolentes”. Em pronunciamento na TV estatal, o chefe do Comando Militar, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que os EUA não conseguirão reparar a “humilhação” sofrida na região da Ásia Ocidental.

Em tom de provocação, o porta-voz militar iraniano disse que as declarações de Trump são “grosseiras e infundadas” e não têm poder para alterar o curso dos acontecimentos.

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