Dólar sobe e Bolsa recua com pesquisa eleitoral e negociações EUA-Irã

Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 1,37%, cotado a R$ 4,998. Ibovespa cedeu 0,17%, aos 176,9 mil pontos, praticamente estável

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O dólar opera em alta, nesta terça-feira (19/5), em um dia no qual o mercado financeiro divide suas atenções entre o cenário eleitoral no Brasil, as negociações entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio e a visita do presidente da Rússia, Vladimir Putin, à China.


Dólar

  • Às 10h03, o dólar subia 0,68%, a R$ 5,032.
  • Mais cedo, às 9h07, a moeda norte-americana avançava 0,46% e era negociada a R$ 5,021.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,033. A mínima é de R$ 5,009.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em forte queda de 1,37%, cotado a R$ 4,998.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 0,93% no mês e perdas de 8,94% no ano frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), opera em queda no início do pregão.
  • Às 10h07, o Ibovespa recuava 0,58%, aos 175,9 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em baixa de 0,17%, aos 176,9 mil pontos, perto da estabilidade.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula queda de 5,52% em maio e valorização de 9,84% em 2026.

Lula abre vantagem após áudio de Flávio a Vorcaro

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto no primeiro e no segundo turnos das eleições contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de conversas entre o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As vantagens chegam a 12,7 e 7,1 pontos percentuais, respectivamente.

Na pesquisa anterior da AtlasIntel, realizada em abril, Lula aparecia com 46,6%, e Flávio Bolsonaro somava 39,7% – ou seja, o senador registrou queda de 5,4 pontos percentuais entre os dois levantamentos.

Sem Flávio na disputa, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece em segundo, com 17% das intenções de voto. Nesse cenário, Lula lidera com 46,7%.

Na sondagem anterior, realizada em abril, os dois estavam tecnicamente empatados, com leve vantagem de Flávio Bolsonaro, que tinha 47,8%, enquanto Lula somava 47,5%.

O levantamento mostra que 95,6% dos entrevistados afirmaram ter ficado sabendo do áudio e 65,2% disseram que as informações não os surpreenderam. Para 45,1%, a divulgação enfraqueceu “muito” a candidatura de Flávio Bolsonaro, quando 19% dizem ter enfraquecido “pouco”.

A pesquisa foi realizada após a notícia publicada pelo site Intercept Brasil, na última quarta-feira (13/5), que mostrou que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pagou cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os recursos foram solicitados por Flávio Bolsonaro, filho de Bolsonaro e pré-candidato do PL à Presidência da República.

Além do impacto político, o episódio trouxe consequências econômicas. Assim que a reportagem foi publicada com o áudio do pedido e das cobranças de Flávio a Vorcaro, o Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na B3, despencou – e o dólar engatou forte alta, terminando a sessão novamente na casa dos R$ 5, em um dia que ficou conhecido como “Flávio Day 2” no mercado.

O primeiro “Flávio Day” ocorreu em dezembro do ano passado, quando o senador foi escolhido por Jair Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto – e a notícia derrubou a Bolsa, com um tombo de mais de 4% na ocasião. À época, o nome preferido pelo mercado para a corrida presidencial era o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em meio ao caso Master, Senado ouve Galípolo

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado ouve o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, em audiência pública nesta terça-feira.

Galípolo cumprirá a previsão regimental de ir pelo menos duas vezes ao ano ao Senado apresentar relatório sobre as atividades desempenhadas à frente da autoridade monetária. Na audiência, contudo, é esperado que o tema dominante seja o caso Master.

O presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), adiantou que “muitas perguntas continuam a ser feitas sobre o papel do BC na crise do Master” e o momento deve ser usado para esclarecê-las.

O BC foi responsável por barrar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), no ano passado. Em novembro, a instituição decretou a liquidação extrajudicial do Master, devido a graves crises de liquidez, insolvência financeira e suspeitas de fraudes.

Em abril, Galípolo participou de audiência no Senado na CPI do Crime Organizado. Na ocasião, ele confirmou que, em 4 de dezembro, foi convocado para reunião no Palácio do Planalto com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Putin vai à China

Além do noticiário doméstico, os investidores permanecem atentos ao front externo. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, desembarca na China nesta terça para visita oficial de dois dias a convite do líder chinês, Xi Jinping. O encontro acontece apenas quatro dias após a viagem do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim, e amplia a disputa diplomática entre as principais potências globais.

Na prática, a visita consolida a aproximação estratégica entre China e Rússia em um momento de tensão crescente com Washington. Para Moscou, o encontro permite reforçar o apoio econômico chinês em meio às sanções ocidentais relacionadas à guerra na Ucrânia. Já para Pequim, a agenda ajuda a projetar a imagem da China como um dos principais centros da diplomacia global.

O Kremlin informou que Putin ficará na China dias 19 e 20 de maio. A visita marca os 25 anos do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amistosa entre os dois países – documento considerado a base da parceria sino-russa moderna.

Segundo o governo russo, Putin e Xi discutirão formas de ampliar a “parceria abrangente e cooperação estratégica” entre Moscou e Pequim, além de debater temas internacionais e regionais considerados prioritários.

Após as conversas, os dois líderes devem assinar declaração conjunta e cerca de 40 acordos bilaterais envolvendo áreas como energia, comércio, transporte, indústria, educação, construção, cultura e cooperação tecnológica.

Trump decide adiar ataque contra o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, nessa segunda-feira (18/5), que decidiu adiar um ataque militar planejado contra o Irã após pedidos feitos por líderes do Oriente Médio.

Segundo o republicano, a ofensiva estava prevista para ocorrer nesta terça, mas foi suspensa diante da possibilidade de avanço nas negociações diplomáticas envolvendo o conflito.

Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que recebeu apelos do emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan.

“Fui solicitado a adiar o nosso planejado ataque militar contra a República Islâmica do Irã, que estava agendado para amanhã. Isso porque negociações sérias estão em andamento”, escreveu.

O presidente norte-americano afirmou, ainda, que os líderes árabes acreditam que um acordo “muito aceitável” poderá ser alcançado entre Washington e Teerã. Segundo ele, o entendimento incluiria a proibição de armas nucleares para o Irã.

Apesar da suspensão da ofensiva, o republicano ressaltou que as Forças Armadas dos EUA permanecem em alerta. De acordo com Trump, o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine, receberam instruções para manter os preparativos para “um ataque em grande escala”, caso as negociações fracassem.

Estados Unidos rejeitam nova proposta de paz

O governo Trump voltou a recusar proposta de paz do Irã para colocar fim ao recente conflito no Oriente Médio. As informações são do jornal norte-americano Axios, que afirma ter consultado uma autoridade do governo do país ligado às negociações.

De acordo com o veículo, o presidente dos EUA teria achado a recente proposta insuficiente. O Irã enviou a Washington proposta de 14 pontos após críticas ao último texto elaborado pelo regime teocrático. O documento chegou a autoridades americanas nessa segunda-feira por meio do Paquistão, que tem intermediado as conversas entre os dois países.

De acordo com a agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, o novo texto está focado nas negociações para o fim da guerra e em medidas de construção de confiança por parte dos americanos. Para Esmaeil Baghaei, porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, as exigências do Irã incluem a liberação de ativos congelados no exterior e a retirada de sanções contra o país.

De acordo com o jornal Axios, Trump recusou a proposta por considerá-la insuficiente. A autoridade consultada pelo veículo afirmou que o presidente norte-americano avaliou que o novo texto possui mudanças limitadas quando comparado com as versões anteriores que já foram rejeitadas pelos EUA.

Ainda segundo o veículo, o último texto analisado foca mais no compromisso iraniano em não desenvolver armas nucleares do que em compromissos detalhados sobre a suspensão do país no enriquecimento de urânio – esta é a principal exigência dos EUA, que teme que o Irã possa usar seu programa nuclear para fins militares.

No último domingo (17/5), Trump voltou a ameaçar o país persa, dizendo que “precisam agir rápido”. “Para o Irã, o tempo está correndo, e eles precisam agir rápido, ou não restará nada deles. O tempo é essencial”, escreveu Trump nas redes sociais.

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