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Eleições 2026Brasil

Para 64,1%, áudio com Vorcaro "enfraqueceu" a candidatura de Flávio Bolsonaro

Entre os que acreditam no enfraquecimento do nome do senador, 45,1% dizem que "enfraqueceu muito" e 19% que "enfraqueceu pouco"

19/05/2026 07:01, atualizado 19/05/2026 07:02
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
imagem colorida de flávio bolsonaro

Na opinião de 64,1% dos brasileiros o vazamento das conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro “enfraqueceu” a pré-candidatura de Flávio à Presidência da República, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (19/5).

Entre os que acreditam no enfraquecimento do nome do senador, 45,1% dizem que “enfraqueceu muito” e 19% que “enfraqueceu pouco”. Para 15%, a divulgação das conversas não afetou a possível candidatura e para 13,4% ela foi fortalecida.

Flávio perdeu 5,4 pontos percentuais de intenções de voto no primeiro turno e seis pontos no segundo turno, em relação a pesquisa feita em abril. Apesar disso, somente 13% disseram está menos dispoto a votar nele. Outros 18,8% afirmaram está mais dispotos a votar no senador. Enquanto para 21% não teve alteração e 47,1% já não votariam nele. Ao todo, 12,1% opnaram que Flávio deveria desistir da candidatura.

Ao todo, 95,6% dos entrevistados afirmaram ter ficado sabendo do vazamento das conversas. O áudio foi divulgado pelo site The Intercept Brasil na semana passada. Nele, Flávio Bolsonaro aparece pedindo dinheiro para Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Pelo menos R$ 61 milhões chegaram a ser pagos.

Em nota, Flávio confirmou ter pedido dinheiro a Vorcaro, mas negou ter recebido vantagens. Segundo ele, a conversa mostra “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado” sobre o pai.

A pesquisa foi realizada pela AtlasIntel para a Bloomberg entre os dias 13 e 18 de maio de 2026. Foram entrevistadas 5.032 pessoas da população adulta brasileira. O nível de confiança é de 95%. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código BR-06939/2026.

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Caso Master

Os entrevistados também foram questionados sobre qual grupo, em sua percepção, está mais envolvido no esquema de fraudes financeiras do Banco Master. Para 43,3%, a resposta foi principalmente os aliados de Bolsonaro. Já para 32,8%, principalmente os aliados de Lula.

O levantamento indicou uma troca de percepções do público após a revelação da relação de Flávio com Vorcaro. Em março, as respostas dos entrevistados foram: 28,3% aliados de Bolsonaro e 39,5% aliados de Lula.

Apesar disso, a maioria dos entrevistados disse não ter se surpreendido com o conteúdo das conversas (65,2%). Outros 20,5% disseram ter se surpreendido um pouco e 14,3% se surpreenderam muito.

A pesquisa também quis saber o que os entrevistados acham que a conversa reprenta:

  • Evidências obtidas em uma investigação legítima sobre possíveis irregularidades – 54,9%
  • Uma tentativa de prejudicar politicamente Flávio Bolsonaro – 33%
  • Ambos por igual – 9,7%
  • Não sei – 2,5%

E o que ela retrata:

  • Evidências de envolvimento direto de Flávio Bolsonaro com o escândalo do Banco Master – 51,7%
  • Uma tentativa legítima de conseguir apoio financeiro para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro – 33,3%
  • Uma relação de proximidade entre Flávio e o dono do Master, mas sem comprovação de ilegalidade – 12,1%
  • Não sei – 2,9%