Eduardo Bolsonaro defende orçamento de Dark Horse: “Até barato”
Ex-parlamentar afirmou que os R$ 134 milhões previstos para Dark Horse não são altos “para os padrões de Hollywood”
atualizado
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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro saiu em defesa do orçamento de Dark Horse, filme inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro. Em entrevista ao Paulo Figueiredo Show, neste domingo (17/5), ele afirmou que os R$ 134 milhões previstos para a produção não são altos quando comparados a grandes projetos de Hollywood.
A declaração ocorre dias após a divulgação de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro cobra o pagamento de parcelas do investimento ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O empresário firmou contrato para aportar recursos no longa.
“É um filme que, para quem não conhece, vai pensar que é super caro. Não. Para os padrões de Hollywood, não. E ainda assim, o que eu sei é que não conseguiu se captar tudo aquilo que o projeto inicialmente previa”, disse Eduardo. “O valor (R$ 134 milhões) não é exorbitante, é até barato para os padrões de Hollywood”, completou.
Durante a entrevista, Eduardo justificou o custo da produção mencionando o envolvimento do diretor americano Cyrus Nowrasteh e do ator Jim Caviezel, que interpretará Bolsonaro no longa. “Você não faz um filme de 50 mil dólares com o Jim Caviezel, pelo amor de Deus”, afirmou, ao citar o trabalho do ator em A Paixão de Cristo.
Eduardo também afirmou nunca ter conversado com Vorcado. Embora documentos divulgados pelo Intercept Brasil indiquem que ele assinou contrato como produtor-executivo do filme, o ex-deputado afirmou que o acordo era apenas “provisório e velho”.
“Se houver conversas minhas com Vorcaro, parem de me seguir”, disse aos apoiadores. “Não há qualquer possibilidade. Não participei de nenhum encontro com ele, nem no contexto do filme”, declarou.
Com um orçamento de pelo menos R$ 61 milhões, repassados pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o valor de Dark Horse já supera orçamentos de produções brasileiras recentes indicadas ao Oscar, como O Agente Secreto e Ainda Estou Aqui. Veja levantamento do Metrópoles.




















