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Com guerra, Bolsa desaba 4,50%, a maior queda nos últimos 5 anos

Última baixa tão intensa do índice ocorreu em fevereiro de 2021, quando houve recuo de 4,87% no fechamento do pregão

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1 de 1 imagem colorida painel com cotações bolsa de valores - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), opera em forte queda, que chegou a 4,50%, com 180,8 pontos, no início da tarde desta terça-feira (3/3). Essa é a segunda maior queda do indicador desde 2021, segundo dados da consultoria Elos Ayta.

De acordo com a análise, considerando o fechamento do índice, o maior tombo havia sido registrado em 22 de fevereiro de 2021, com um recuo de 4,87%. Note-se, como ressalva, que a redução dos 4,50% ocorreu durante a sessão. Tal número, portanto, muda a cada instante, dada a forte instabilidade do mercado de capitais.

O dólar, por sua vez, desembestou a valorizar. Às 12h38, ele subia pouco mais de 3% em relação ao real. Com isso, alcançava cotação de R$ 5,33. Na máxima do dia, bateu em R$ 5,34, às 12h22.

Os mercados de câmbio e de ações reagem intensamente à explosão do preço global do petróleo, provocada pelo quarto dia de confronto entre Estados Unidos e Israel contra o Irã – o embate teve início no sábado (28/2). Os agentes econômicos temem uma crise energética profunda, o que traria amplas implicações econômicas negativas – a começar pela inflação.

Pela manhã, às 8h30, o petróleo do tipo Brent, referência para o mercado mundial, operava em alta de 8,26%, a US$ 84,20 o barril. As previsões mais catastróficas indicam que esse valor pode chegar a US$ 100, algo que caracterizaria um forte choque de energia.

Aversão ao risco

Na avaliação de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a escalada do conflito no Oriente Médio recolocou os mercados globais em modo risk-off (de aversão ao risco). “A alta do petróleo e do gás natural, somada à abertura das taxas globais de juros, reforça o temor de choques de oferta e pressões inflacionárias adicionais, especialmente diante de uma eventual interrupção prolongada no fluxo de energia do Golfo”, diz.

Nesse ambiente, observa o analista, os Treasuries (os títulos da dívida dos Estados Unidos) operam pressionados, bolsas desenvolvidas e emergentes registram perdas relevantes e, no Brasil, o movimento atinge em cheio ativos mais líquidos, como ações de bancos. Há também saída de capital estrangeiro do país.

“O pano de fundo é um mercado que passa a precificar um conflito mais longo, riscos fiscais crescentes e potencial instabilidade regional mais ampla”, afirma o analista. “Isso aumenta a volatilidade e reduz o apetite por ativos de maior risco.”

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