Dólar dispara e Bolsa afunda com eclosão de conflito no Oriente Médio
Às 10h30, moeda americana operava em alta de 1,22%, a R$ 5,19. Antes disso, chegou a R$ 5,21. Ibovespa, no mesmo horário, recuava 0,39%
atualizado
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O dólar opera em forte alta na manhã desta segunda-feira (2/3), registrando elevação, às 10h30, de 1,22%, cotado a R$ 5,19. Pouco antes disso, a moeda americana chegou a R$ 5,21. No mesmo horário, o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3) caía 0,39%, aos 188.047,24 pontos, mas a tendência era de recuo ainda mais intenso.
O principal vetor dos mercados de câmbio e de ações no início desta semana é o acirramento do conflito no Oriente Médio.
Além da moeda americana, o ouro, considerado um porto seguro pelos investidores, também sobe, enquanto as Bolsas globais recuam. E o petróleo disparou.
Estreito de Ormuz
O barril do tipo Brent, a referência para o mercado internacional, era negociado a US$ 78,33, num avanço de 7,49%, por volta das 9 horas. O salto ocorreu depois que o conflito praticamente fechou o Estreito de Ormuz, via crucial para o escoamento da commodity.
No domingo, a cotação do mesmo barril alcançou US$ 81, depois dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Caso a situação se agrave no Estreito de Ormuz, as projeções indicam que o preço pode atingir US$ 100 o barril.
Ato contínuo à alta, as ações da Petrobras dispararam. Às 11 horas, elas subiam (PN, preferenciais, sem direito a voto em assembleias) 3,88%.
Dólar no mundo
No caso do dólar, o salto da cotação era global, diante da maior aversão a risco que domina os mercados em situações tensas. O DXY, índice que compara o desempenho da moeda dos EUA com outras seis divisas importantes (iene, euro, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço), avançava 0,96%, às 11 horas.
