Dólar desembesta e Bolsa afunda em caos criado pelo preço do petróleo
Às 12h15, moeda americana subia 3,22%, a R% 5,33 e, pouco depois, o Ibovespa recuava 3,11%, em movimentos tão raros quanto radicais
atualizado
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A cotação do dólar à vista disparou na manhã desta terça-feira (3/3). Às 12h15, a moeda americana subia 3,22% em relação ao real, a R$ 5,33. Antes disso, às 9h05, logo na abertura da sessão, ele já havia alcançado R$ 5,26.
Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), no mesmo horário, literalmente, desabava com recuo de 4,50%, aos 180,8 mil pontos. Para dar uma ideia do quão radical são esses movimentos, tanto do dólar quanto na B3, oscilações de mais de 1%, quer positiva, quer negativa, são consideradas expressivas.
Os mercados de câmbio e de ações reagiram intensamente à explosão do preço global do petróleo, provocada pelo quarto dia de confronto entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciado no sábado (28/2). Os agentes econômicos temem uma crise energética profunda, o que traria amplas implicações econômicas negativas – a começar pela inflação.
Pela manhã, às 8h30, o petróleo do tipo Brent, referência para o mercado mundial, operava em alta de 8,26%, a US$ 84,20 o barril. As previsões mais catastróficas indicam que esse valor pode chegar a US$ 100, algo que caracterizaria um forte choque de energia.
