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Negócios

Bolsas dos EUA invertem sinal e passam a subir com tarifaço derrubado

A Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegais as tarifas globais aplicadas pelo governo Trump. Decisão mudou o rumo das bolsas em NY

20/02/2026 12:52, atualizado 20/02/2026 12:53
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Adam Gray/Getty Images
Imagem da Bolsa de Valores de Nova York - Metrópoles

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou ilegais as tarifas comerciais aplicadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, sobre diversos países – incluindo o Brasil – mudou a direção dos principais índices das bolsas de valores de Nova York.


O que aconteceu

  • Por volta das 12h45 (pelo horário de Brasília), o índice Dow Jones avançava 0,19%, aos 49,4 mil pontos.
  • No mesmo horário, o S&P 500 registrava ganhos de 0,49%, aos 6,8 mil pontos.
  • O Nasdaq Composto, que reúne as ações de empresas do setor de tecnologia, operava em alta de 0,62%, aos 22,2 mil pontos.

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Supremo dos EUA derruba tarifaço de Trump

A Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegais as tarifas globais aplicadas pelo governo Trump.

A decisão do Supremo dos EUA foi tomada por 6 votos a 3. Segundo a Corte, a lei utilizada pela Casa Branca como base para aplicar as taxas “não autoriza o presidente a impor tarifas”.

O presidente da Suprema Corte, John Roberts, citou decisões anteriores do tribunal e disse que Trump deve “apontar para uma autorização clara do Congresso” para justificar o tarifaço.

O caso foi levado à análise do Supremo após uma ação apresentada por empresas afetadas pelas tarifas e por 12 estados norte-americanos.

A decisão representa um revés significativo para a Casa Branca, ao atingir um dos pilares da política externa e da agenda econômica de Trump, marcada pela defesa de barreiras comerciais como instrumento de pressão diplomática e proteção da indústria nacional.

A derrubada do tarifaço também afeta o Brasil. Em abril de 2025, ao lançar o pacote de “tarifas recíprocas”, Donald Trump impôs uma sobretaxa de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA.

Três meses depois, ampliou a pressão comercial ao anunciar um novo aumento de 40%, elevando a tarifa total para 50%. Apesar do endurecimento do discurso, a medida veio acompanhada de uma extensa lista de exceções.