Rubio diz que é necessário discutir a permanência dos EUA na Otan

Declaração de Marco Rubio ocorreu antes da reunião de ministros das Relações Exteriores da Otan, que vai ocorrer na Suécia

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1 de 1 Imagem colorida mostra Marco Rubio dos EUA - Metrópoles - Foto: Kevin Dietsch/Getty Images

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, voltou a colocar em xeque a permanência do país na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Nesta quinta-feira (21/5), o diplomata alegou que é necessário discutir a permanência, ou não, dos norte-americanos na aliança militar.

“Não acredito que ninguém fique chocado ao saber que os Estados Unidos, e o presidente (Donald Trump), estão muito desapontados com a Otan neste momento”, disse Rubio. “Se os países da Otan, como a Espanha, estão negando a utilização de suas bases, por que estamos na Otan? Precisamos discutir isso”.

A declaração do chefe da diplomacia norte-americana ocorreu antes de Rubio embarcar para a Suécia. Lá, ele vai participar da reunião de ministros das Relações Exteriores da Otan, entre 21 e 22 deste mês. 

EUA x Otan

As divergências entre os EUA e a aliança militar, criada na década de 1940 no contexto da Guerra Fria, não são novas. Antes mesmo de assumir seu segundo mandato, Donald Trump tem falado sobre a possibilidade de retirar o país da Otan, caso os outros 31 membros não cumprissem metas relacionadas a gastos com defesa.

Com as ameaças do líder norte-americano, os outros 31 membros da Otan concordaram em aumentar gastos com defesa de 2% para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) de cada nação.

Mas isso só foi suficiente para conter a crise entre EUA e os outros países aliados por alguns meses. Em janeiro deste ano, ameaças de Trump contra a Groenlândia, que está localizada no território da Dinamarca, um dos membros da Otan, voltaram a abalar a aliança.

Trump ainda voltou a fazer ameaças sobre a coesão do bloco, e a permanência dos EUA na Otan, após o início da guerra com o Irã. Tudo aconteceu após alguns países aliados, como Espanha e Itália, recusarem o uso de suas bases e espaço aéreo para operações contra o país persa. 

O lado norte-americano ainda fez críticas contra aliados que não atenderam ao chamado do presidente dos EUA relacionado ao Estreito de Ormuz. Antes do conflito completar um mês, o bloqueio do canal por onde cerca de 20% do petróleo mundial é escoado se tornou uma preocupação internacional.

Por isso, Trump fez um chamado para uma missão cujo objetivo seria tentar reabrir, pela via militar, o local bloqueado por forças do Irã. Nenhum país membro da Otan embarcou na ideia.

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