Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Política

Após prisão de sargento, Bolsonaro pede a premier "punição severa" por tráfico

Em viagem no avião da FAB, o militar Manoel Silva Rodrigues foi preso ao ser flagrado com 39 quilos de cocaína em uma mala de mão

28/06/2019 06:31, atualizado 28/06/2019 07:11
Carolina Antunes/PR
Após prisão de sargento, Bolsonaro pede a premier “punição severa” por tráfico

Enviada especial a Osaka (Japão) – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) teve um rápido encontro com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, na cúpula do G20, em Osaka, no Japão. Na ocasião, agradeceu “pelo modo como as autoridades espanholas estão lidando com o caso dos entorpecentes apreendidos em avião da FAB”. No twitter, o chefe do Executivo informou sobre o encontro. Nessa terça-feira (25/06/2019), o sargento Manoel Silva Rodrigues foi preso na Espanha ao ser flagrado com 39 quilos de cocaína em uma mala.

O militar estava no avião da comitiva presidencial chamado “escalão avançado”, que segue algumas horas à frente da aeronave onde viaja o presidente da República. Segundo o jornal espanhol El País, a droga foi detectada quando as bagagens da tripulação passaram pelo controle da alfândega espanhola, em Sevilha.

Na conversa com o primeiro-ministro, Bolsonaro disse que ratificou  a defesa “por punição severa para o tráfico”. O assunto também foi tema da live feita pelo presidente da República no Twitter, nessa quinta-feira (27/06/2019), quando ele garantiu que o militar “vai pagar um preço alto”.

Na postagem, Bolsonaro se referiu a Pedro Sánchez como “presidente”, mas o espanhol é primeiro-ministro. Sánchez é do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE). Em janeiro de 2019, ao comentar o avanço da extrema direita na Espanha, em especial do partido Vox, o premier ironizou Bolsonaro. Ele fez um jogo de palavras com o sobrenome do presidente brasileiro e o nome do partido direitista, chamando os integrantes de “os voxonaros da Espanha”. Na ocasião, afirmou que “o futuro nunca será dominado por aqueles que estão ancorados no passado.”

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles