Bolsonaro: “Militar da FAB provavelmente levou drogas outras vezes”

Em live pelo Facebook, o presidente diz que associá-lo ao caso em que o sargento da Aeronáutica foi preso com cocaína é “brincadeira"

atualizado 27/06/2019 21:02

Alan Santos/PR

Para o presidente Jair Bolsonaro (PSL), as circunstâncias indicam que o militar preso com 39 kg de cocaína ao desembarcar de um voo da Força Aérea Brasileira (FAB), nessa terça-feira (25/06/2019), na Espanha, já transportou drogas em outras ocasiões. Bolsonaro falou sobre o caso em transmissão ao vivo do Japão, por volta das 19h (horário de Brasília) desta quinta-feira (27/06/2019).

A aeronave na qual estava o segundo-sargento Manoel Silva Rodrigues, acusado pelo crime, partiu da base aérea de Brasília na noite de segunda-feira (24/06/2019) e dava apoio à comitiva presidencial a caminho da Cúpula do G20, no Japão.

A situação é apurada por um Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado pela FAB. Se condenado, o militar será excluído da Aeronáutica. Ele também é investigado por crime comum pelo governo espanhol, que forneceu um advogado de defesa.

“Lamento esse elemento aí, que, pelo que tudo parece, está há tempo envolvido nisso, porque ninguém numa primeira viagem vai botar 39 quilos de entorpecente. E vamos investigar”, declarou o presidente.

Preço alto
Bolsonaro disse que associá-lo ao crime é “brincadeira” e explicou que, nos voos presidenciais, até mesmo sua bagagem é revistada. “Me associar ao episódio de ontem é brincadeira. Não vou nem responder isso aí, tá ok? Vai pagar um preço alto. A investigação está aberta”, afirmou.

O sargento integrava o grupo de transporte especial da FAB, que dá apoio em viagens presidenciais, desde 2016. Bolsonaro deu a entender que, em outros governos, a fiscalização não era tão rigorosa quanto é no dele. “Fez porque quis, por livre e espontânea vontade. Na primeira viagem nossa, deu azar. Nas outras, viajou à vontade. Nas nossas, na primeira, ‘créu’”, disse o presidente, em tom de brincadeira.

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