Petróleo dispara após EUA atacar e apreender navio iraniano
Petróleo sobe após movimentação militar próxima a Ormuz, principal rota marítima global
atualizado
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Os preços do petróleo e do gás natural dispararam neste domingo (19/4) depois que os Estados atacaram e apreenderam um navio iraniano no Golfo de Omã. O governo Trump alegou que embarcação tentou ultrapassar o bloqueio naval imposto por Washington próximo ao Estreito de Ormuz.
O barril do tipo Brent avançou até 7,9%, recuperando perdas recentes, enquanto o gás natural na Europa subiu até 11%. A reação do mercado reflete o temor de interrupção no fluxo global de energia em meio ao agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Para o mercado, o cenário ainda é de incerteza. “O mercado ainda carrega um prêmio de risco até o prazo final, mas sem se comprometer totalmente com isso”, disse Haris Khurshid, da Karobaar Capital, à Bloomberg, empresa multinacional norte-americana de tecnologia e mídia financeira.
Segundo ele, se a situação persistir, o petróleo pode subir gradualmente para entre US$ 105 e US$ 115, com forte volatilidade atrelada ao noticiário.
Estreito de Ormuz fechado
O Irã afirmou nesse sábado (18/4) que voltou a fechar o Estreito de Ormuz em resposta ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. Na véspera, o governo iraniano havia anunciado a liberação da passagem.
Segundo comunicado oficial, o estreito “permanecerá estritamente controlado e em seu estado anterior” até que Washington permita a circulação de embarcações com origem ou destino ao país.
Pela rota marítima, passam cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. O estreito liga o Golfo ao Oceano Índico e conecta grandes produtores aos principais mercados consumidores globais.
