Irã promete “resposta rápida” após EUA atacar e interceptar cargueiro
País que classificou ação dos EUA como “violação do cessar-fogo” e “pirataria marítima”
atualizado
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As Forças Armadas do Irã prometeram uma “resposta rápida” ao ataque dos Estados Unidos a um navio cargueiro com bandeira iraniana no Golfo de Omã, neste domingo (19/4). O governo Trump alegou que embarcação tentou ultrapassar o bloqueio naval imposto por Washington próximo ao Estreito de Ormuz.
O quartel-general militar disse que o ataque e a subsequente abordagem do navio pelas forças norte-americanas constituem uma “violação do cessar-fogo” e denunciou o ato como “pirataria”.
“Os EUA atacaram um navio comercial iraniano, violando o cessar-fogo e cometendo um ato de pirataria marítima “, disse o porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal Tasnim.
De acordo com o presidente dos Estados Unidos, o cargueiro, foi identificado como TOUSKA de 275 metros de comprimento “pesa quase tanto quanto um porta-aviões”.
Veja o momento do ataque:
— U.S. Central Command (@CENTCOM) April 19, 2026
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que o destróier USS Spruance interceptou a embarcação e ordenou sua parada, mas a tripulação iraniana teria se recusado a obedecer.
A ação incluiu disparos contra a casa de máquinas do cargueiro, que foi colocado sob custódia de fuzileiros navais americanos.
“Temos custódia total do navio e estamos verificando o que há abordo”, concluiu o republicano.
O episódio ocorre em meio a acusações de Washington de que Teerã estaria violando o cessar-fogo ao restringir o tráfego marítimo e atuar no Estreito de Ormuz. A rotas é uma das mais estratégicas para o comércio global de combustíveis.
