Governo Trump intercepta e apreende navio iraniano no Golfo de Omã

Ação militar foi anunciada por Trump em meio a impasse nas negociações com o Irã. “Temos a custódia total do navio”, disse o republicano

atualizado

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1 de 1 Donald Trump durante pronunciamento na TV - Foto: Alex Brandon-Pool/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (19/4) que forças norte-americanas dispararam e apreenderam um navio cargueiro com bandeira do Irã após a embarcação tentar ultrapassar o bloqueio naval imposto por Washington no Golfo de Omã.

Segundo Trump, o navio — identificado como TOUSKA — tem quase 275 metros de comprimento e “pesa quase tanto quanto um porta-aviões”.

Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que o destróier USS Spruance interceptou a embarcação e ordenou sua parada, mas a tripulação iraniana teria se recusado a obedecer.

“O destróier de mísseis guiados da Marinha dos EUA interceptou o TOUSKA no Golfo de Omã e os advertiu para que parassem. A tripulação iraniana se recusou a obedecer, então nosso navio os deteve imediatamente”, escreveu.
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Ainda de acordo com o presidente, a ação incluiu disparos contra a casa de máquinas do cargueiro, que foi colocado sob custódia de fuzileiros navais americanos.

O episódio ocorre em meio a acusações de Washington de que Teerã estaria violando o cessar-fogo ao restringir o tráfego marítimo e atuar no Estreito de Ormuz — uma das rotas mais estratégicas para o comércio global de energia.


Impasse diplomático

  • A nova ação militar coordenada por forças norte-americanas se soma ao agravamento da crise diplomática entre os dois países.
  • Também neste domingo, o Irã rejeitou participar de uma nova rodada de negociações com os EUA, prevista para ocorrer no Paquistão nos próximos dias.
  • Segundo o governo iraniano, Washington tem apresentado “exigências excessivas” e adotado um discurso contraditório, além de descumprir termos da trégua.
  • Horas antes, Trump havia declarado que uma delegação americana viajaria ao país asiático para retomar as conversas e voltou a ameaçar o Irã. 
  • Apesar do tom mais duro, o presidente havia dito dias antes que um entendimento estaria próximo.
  • Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, vinha sinalizando avanços, mas ressaltando divergências, sobretudo sobre o programa nuclear e o controle de rotas estratégicas.

Cessar-fogo sob pressão

O cessar-fogo entre EUA e Irã, iniciado em 7 de abril, tem término previsto para quarta-feira (22/4). A poucos dias do prazo final, o cenário é de crescente instabilidade.

No sábado (18/4), embarcações da Guarda Revolucionária iraniana dispararam contra petroleiros que transitavam pela região. Neste domingo, Trump classificou o episódio como “violação total” da trégua.

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