Papa Leão XIV minimiza atrito com Trump: “Não é do meu interesse”
Papa Leão XIV diz que falas durante viagem a Camarões foram distorcidas e não eram direcionadas a Donald Trump
atualizado
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O papa Leão XIV tentou reduzir a tensão com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste sábado (18/4), ao afirmar que reportagens sobre declarações feitas durante sua viagem pela África “não foram precisas em todos os aspectos”.
Durante a terceira etapa de sua turnê de dez dias pelo continente africano, o pontífice disse que comentários feitos dois dias antes, em Camarões, não tinham como alvo direto o presidente norte-americano.
Na ocasião, Leão XIV havia afirmado que o mundo estava sendo “devastado por um punhado de tiranos”. Segundo ele, a fala foi interpretada de forma equivocada.
“O discurso foi preparado duas semanas antes, muito antes de o presidente comentar sobre mim e sobre a mensagem de paz que estou promovendo”, disse. “Acabou sendo interpretado como se eu estivesse tentando debater com o presidente, o que não é do meu interesse”, explicou o papa.
Troca de “alfinetadas”
O atrito entre os dois ganhou força após Trump chamar o pontífice de “fraco no combate ao crime e terrível em política externa” em uma publicação na rede Truth Social.
A troca de críticas se intensificou após Leão XIV passar a se posicionar com mais frequência sobre conflitos internacionais, incluindo a guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.
Trump reagiu a essas manifestações ao longo da semana, chamando Leão de “muito fraco”. O vice-presidente dos EUA acompanhou o colega e declarou que o pontífice deveria ter “cuidado” ao falar de teologia.
Na última semana, o papa voltou a criticar líderes globais que destinam “bilhões em guerras”, o que alimentou novas interpretações de que estaria se referindo ao presidente norte-americano.
Neste sábado, no entanto, Leão afirmou que não pretende transformar suas declarações em embate político direto.








