Vance participará de novas negociações entre EUA e Irã no Paquistão
Casa Branca confirma JD Vance, vice de Trump, na delegação dos EUA em meio a falas contraditórias sobre negociações com o Irã
atualizado
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O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, participará da próxima rodada de negociações com o Irã no Paquistão. A informação foi confirmada pela Casa Branca à CNN Internacional, neste domingo (19/4).
O anúncio ocorre apesar de declarações anteriores do presidente Donald Trump negando sua presença.
Segundo o governo norte-americano, Vance estará em Islamabad ao lado do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner.
A confirmação ocorre após um período de incerteza sobre a composição da delegação, alimentado por falas contraditórias de Trump, que havia citado apenas “representantes” e alegado preocupações de segurança para justificar a possível ausência do vice.
De acordo com fontes ouvidas pela imprensa norte-americana, o Serviço Secreto dos Estados Unidos evita que o presidente e o vice estejam no mesmo local simultaneamente, especialmente em contextos de risco elevado, como a atual escalada no Oriente Médio.
Delegações e histórico das negociações
Pelo lado americano, Vance tem ganhado protagonismo nas negociações e participou diretamente da construção de um cessar-fogo temporário entre Washington e Teerã, além de ter atuado em articulações paralelas no Oriente Médio.
Witkoff, aliado próximo de Trump, e Kushner, que já liderou iniciativas diplomáticas na região durante o primeiro mandato do republicano, completam a equipe.
Já a delegação iraniana deve ser liderada por Mohammad Bagher Ghalibaf, acompanhada do chanceler Abbas Araghchi e do negociador Ali Bagheri Kani, nomes considerados centrais nas tratativas anteriores com potências ocidentais.
Impasses persistem
As negociações acontecem sob forte tensão. Mais cedo, Trump acusou o Irã de violar o cessar-fogo ao atacar embarcações no Estreito de Ormuz e ameaçou ampliar a ofensiva militar caso não haja avanços.
“Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável. Se não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã”, afirmou o presidente.
A escalada recente inclui ataques a navios, fechamento intermitente do estreito — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — e um bloqueio naval imposto pelos EUA no Golfo de Omã e no Mar Arábico. Teerã considera a medida uma violação da trégua, enquanto Washington acusa o país de usar a rota como instrumento de pressão econômica.








