Dólar segue em R$ 4,99, mesmo com nova alta do petróleo. Bolsa cai

Cotação da moeda americana manteve-se pelo segundo pregão no mesmo patamar, o menor desde março de 2024. Ibovespa recuou 0,47%

atualizado

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1 de 1 Imagem de notas de dólar dos EUA - Metrópoles - Foto: Jackal Pan/Getty Images

O dólar registrou leve alta de 0,02% em relação ao real, cotado a R$ 4,99, nesta quinta-feira (16/4). Por ser pequena, a variação indicou estabilidade do câmbio, que segue no menor valor desde março de 2024. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em queda de 0,47%, aos 196,8 mil pontos.

Os mercados de câmbio e ações, na prática, estão em compasso de espera, na expectativa por novos desdobramentos na guerra do Oriente Médio. Em relação a esse tema, nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel.

Na plataforma Truth Social, como sempre, escreveu o republicano: “Acabei de ter excelentes conversas com o altamente respeitado presidente Joseph Aoun, do Líbano, e com o primeiro-ministro Bibi Netanyahu, de Israel. Esses dois líderes concordaram que, para alcançar a PAZ entre seus países, iniciarão formalmente um CESSAR-FOGO de 10 dias”.

Petróleo em alta

Mesmo assim, os contratos futuros do petróleo fecharam em alta, aproximando-se dos US$ 100 por barril. \Isso porque há otimismo no mercado com um possível acordo entre os Estados Unidos e o Irã, mas o Estreito de Ormuz segue praticamente fechado, restringindo o fluxo da commodity pela região.

Com isso, o barril para junho do tipo Brent, referência mundial, subiu 4,69%, a US$ 99,39, nesta quinta-feira. O West Texas Intermediate (WTI, que baliza o mercado americano) para maio teve alta de 3,72%, a US$ 94,69 por barril.

No cenário global, o dólar subiu. Às 16h50, o índice DXY registrava avanço de 12%. O indicador mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de seis divisas fortes, como o euro, o iene e a libra esterlina.

Análise

Na avaliação de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, mesmo em um ambiente de alta do petróleo e ausência de grandes avanços nas negociações entre EUA e Irã, os investidores permaneceram em compasso de espera.

“Diferentemente de outros momentos, esse cenário não gerou uma aversão a risco mais ampla, com os mercados globais mantendo-se estáveis”, diz. “No exterior, o DXY ganhou força depois de uma sequência de oito pregões consecutivos de queda, mas sem intensidade suficiente para sustentar a alta do dólar frente ao real.”

No cenário doméstico, observa Shahini, o diferencial de juros elevado, com o fluxo estrangeiro ainda presente — reforçado pela demanda por ativos locais — e o suporte das commodities sustentaram a força do real.

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