Dólar fica em R$ 4,99 e Bolsa sobe pela 10ª vez com negociação EUA-Irã

Moeda americana manteve-se no menor patamar em pouco mais de dois anos, ao recuar 0,07% frente ao real. Ibovespa fechou aos 198,6 mil pontos

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Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles
1 de 1 Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles - Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

O dólar registrou leve queda de 0,07% frente ao real, cotado a R$ 4,99, nesta terça-feira (14/4). Como a variação foi pequena, na prática, ela indica estabilidade no câmbio. Ainda assim, a moeda americana recuou pela quinta vez seguida em relação à divisa brasileira. Além disso, manteve-se abaixo de R$ 5, no menor patamar desde março de 2024, num período pouco superior a dois anos, portanto.

Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 0,41%, aos 198.818,89 pontos, na décima elevação consecutiva. O indicador voltou a bater dois novos recordes. Um deles foi quebrado durante a sessão, ao atingir a marca de 199.331,56, às 11h03. O outro veio no fechamento, ao superar a marca da véspera, de 198 mil pontos.

Os mercados de câmbio e ações seguem dançando no ritmo ditado pela guerra do Oriente Médio. À medida que estão em curso negociações entre os Estados Unidos e o Irã, eles entram no modo “bom humor”, com aumento do apetite por risco por parte dos investidores.

Mas não é só o conflito que pesa na cotação da moeda americana. Na avaliação de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a queda do dólar foi um movimento sustentado por fatores externos e domésticos.

Local e exterior

“No exterior, o alívio geopolítico pressionou o dólar globalmente e favoreceu moedas emergentes”, diz. “Esse ambiente tem sustentado o fluxo estrangeiro para o Brasil tanto em renda fixa quanto em ações.”

No cenário doméstico, observa o analista, o diferencial de juros (mais alto no Brasil do que em outros países) segue com perspectivas de permanecer elevado diante de um discurso conservador do Banco Central (BC) em relação aos efeitos inflacionários mais amplos da guerra.

Termos de troca

“O real ainda encontra sustentação no patamar alto do preço do petróleo, refletindo a melhora nos termos de troca e ampliação do superávit comercial”, afirma. “A combinação de dólar globalmente mais fraco, carry elevado e fluxo positivo sustentou a apreciação do real, ainda que o movimento exija cautela e seja passível de reversões.”

Ao mencionar o termo carry, o analista fez referência ao carry trade. No caso, trata-se de uma estratégia por meio da qual os investidores tomam empréstimos em uma moeda com juros baixos (em países desenvolvidos, por exemplo) e investem esses recursos em uma economia com juros altos (no caso, o Brasil).

Petróleo e bolsas

Com o otimismo entre os investidores, os preços do petróleo também caíram. O barril para junho do tipo Brent, que serve como referência mundial, fechou em queda de 4,59%, a US$ 94,79. O West Texas Intermediate (WTI, referência americana) para maio caiu 7,87%, a US$ 91,28 por barril.

As bolsas da Europa e dos Estados Unidos também surfaram no maior apetite por risco dos mercados. Em Nova York, todos os principais índices subiram com força. A alta foi de 1,18%, no S&P 500; de 0,66%, no Dow Jones; e de 1,96%, no Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia.

Entre os principais indicadores europeus, a situação foi semelhante. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,25% e, em Frankfurt, o DAX subiu 1,23%. Em Paris, a elevação do CAC foi de 1,12%.

Ibovespa

No Ibovespa, Bruno Perri, da Forum Investimentos, observa que, entre as principais quedas do dia, figuraram as ações da Petrobras, Prio e Vibra. Nesse caso, nota o analista, os recuos foram resultado da baixa do preço do petróleo no mercado internacional.

Entre as altas, acrescenta Perri, os destaque ficam com empresas sensíveis à política monetária e ao ciclo doméstico, como Cogna, Direcional, Localiza, Rumo. “Isso além dos bancos, como Banco do Brasil e Itaú, que reagiram bem ao otimismo do cenário econômico com o dólar em baixa”, afirma.

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