Dólar oscila e Bolsa recua com Trump falando em guerra “perto do fim”

Na véspera, o dólar terminou a sessão em leve queda de 0,07%, cotado a R$ 4,993. Ibovespa subiu 0,33%, aos 198.657,33 pontos, o novo recorde

atualizado

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1 de 1 Imagem de notas de dólar norte-americano - Metrópoles - Foto: Yevgen Romanenko/Getty Images

O dólar operava perto da estabilidade, nesta quarta-feira (15/4), em mais um dia no qual o mercado financeiro acompanha os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã em torno do possível fim da guerra no Oriente Médio.

Em entrevista a uma emissora de TV que será exibida nesta quarta, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o conflito com os iranianos estaria “perto do fim”. No início da semana, o líder norte-americano anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz, aumentando ainda mais a tensão e as incertezas na região.

Ormuz é o canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.

No âmbito doméstico, os investidores já começaram o dia repercutindo os números de uma nova pesquisa eleitoral divulgada pela Quaest, que mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno na disputa pelo Planalto. Os dois aparecem tecnicamente empatados.


Dólar

  • Às 15h16, o dólar subia 0,03%, a R$ 4,995, praticamente estável.
  • Mais cedo, às 11h53, a moeda norte-americana avançava 0,01% e era negociada a R$ 4,994.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,002. A mínima é de R$ 4,984.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em leve queda de 0,07%, cotado a R$ 4,993, praticamente estável – menor valor em mais de dois anos.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 3,58% em abril e de 9,02% frente ao real em 2026.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em queda no pregão.
  • Às 15h20, o Ibovespa recuava 0,54%, aos 197,5 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador encerrou o pregão em alta de 0,33%, aos 198.657,33 pontos, novo recorde histórico de fechamento.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 6,03% no mês e de 23,37% no ano.

Guerra está “muito perto do fim”, diz Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra contra o Irã está “muito perto” do fim. “Acho que está perto do fim, sim. Vejo que está muito perto de terminar”, disse Trump à Fox Business, em entrevista que será exibida nesta quarta-feira.

O líder norte-americano ressaltou, contudo, que o conflito ainda não terminou. “Se eu desistisse agora, eles levariam 20 anos para reconstruir aquele país. E ainda não terminamos. Veremos o que acontece. Acho que eles querem muito fechar um acordo.”

A expectativa é que as negociações entre EUA e Irã sejam retomadas na quinta-feira (16/4), após a tentativa de acordo frustrada no fim de semana no Paquistão. O impasse é em relação ao programa nuclear iraniano. Sem acordo, Trump ordenou o fechamento total do Estreito de Ormuz.

De acordo com o The New York Times, o Irã ofereceu suspender o programa por cinco anos, mas a proposta não foi aceita pelos EUA, que pedem a paralisação por 20 anos.

Na última segunda-feira (13/4), o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, que lidera a comitiva norte-americana, disse que cabe ao Irã o próximo passo para um acordo de paz. Segundo ele, as negociações “apresentaram algum progresso” em relação ao programa nuclear iraniano.

Irã estima prejuízo bilionário

O governo do Irã estima que os prejuízos causados pela guerra com EUA e Israel já chegam a cerca de US$ 270 bilhões, após 45 dias de confrontos. O valor foi divulgado nessa terça-feira (14/4) pela agência oficial iraniana Tasnim.

Segundo a porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, o valor ainda não é definitivo. Ela explicou que esse tipo de levantamento costuma ser feito em diferentes etapas, o que pode alterar a estimativa final dos danos.

O conflito começou em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel realizaram bombardeios em mais de 130 cidades iranianas, atingindo alvos militares e nucleares. Entre os mortos, está o líder supremo do país, Ali Khamenei.

Em resposta, o Irã lançou ataques contra bases americanas e aliados na região, incluindo países como Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

De acordo com a Sociedade do Crescente Vermelho do Irã, mais de 125 mil estruturas foram destruídas ou gravemente danificadas em ataques aéreos em regiões residenciais.

O governo iraniano afirmou ainda que discute a possibilidade de reparações de guerra nas negociações diplomáticas. O tema foi tratado por representantes iranianos e norte-americanos em conversas mediadas pelo Paquistão, realizadas no último sábado (11/4), em Islamabad.

Petróleo avança, mas opera abaixo de US$ 100

Os preços internacionais do petróleo voltaram a subir, nesta quarta-feira (15/4), mas operavam abaixo dos US$ 100 após novas declarações de Trump, falando abertamente sobre a possibilidade de encerrar a guerra contra o Irã no Oriente Médio.

Por volta das 8h15 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 1,42% e era negociado a US$ 92,58.

No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) subia de 1,36%, a US$ 96,08.

No dia anterior, o barril do petróleo WTI fechou em forte queda de 7,87%, a US$ 91,28, enquanto o brent recuou 4,6%, a US$ 94,79.

Nova pesquisa mostra Flávio à frente de Lula no 2º turno

Pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) supera numericamente, pela primeira vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual 2º turno das eleições presidenciais. Os números mostram um empate técnico entre os pré-candidatos: 42% para Flávio e 40% para Lula.

Na pesquisa anterior, realizada em março, os dois candidatos apareceram numericamente empatados no segundo turno pela primeira vez, com 41% das intenções de voto.

No cenário mais provável de 1º turno, Lula aparece com 37%, Flávio com 32%, Ronaldo Caiado (PSD) com 6% e Romeu Zema (Novo) com 3%. Indecisos são 5%, e 11% dizem que votarão em branco, nulo ou que não irão votar. Dos entrevistados, 57% dizem que sua escolha de voto é definitiva e 43% podem mudar.

Além de analisar as intenções de voto com Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, a Genial/Quaest testou mais seis cenários de Lula contra outros oponentes: Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

Lula venceria os quatro oponentes no segundo turno. O melhor resultado contra o petista é o de Zema, que aparece com 36% das intenções de voto contra 43% do petista – diferença de 7 pontos percentuais.

Contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, a diferença é de 8 pontos percentuais: 43% de Lula e 35% do político do PSD. Renan Santos teria 24% e Lula, 44%; Augusto Cury ficaria com 23% e Lula novamente com 44% das intenções de voto.

O levantamento mostra ainda que 52% desaprovam a administração de Lula, enquanto 43% aprovam. Os números indicam praticamente o mesmo cenário do levantamento anterior, de março, quando o petista teve 51% de desaprovação e 44% de aprovação.

A pesquisa foi realizada pela Genial/Quaest entre os dias 9 e 13 de abril de 2026. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-09285/2026.

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