País mais populoso do mundo, a Índia dá início a um novo censo

Com quase um bilhão e meio de habitantes, a Índia começa nesta quarta-feirac (1º/4), a contar novamente a população

atualizado

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Sanjay Kanojia/NurPhoto via Getty Images
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1 de 1 imagem colorida devoto durante o festival kumbh mela - Foto: Sanjay Kanojia/NurPhoto via Getty Images

Mais de 3 milhões de funcionários públicos foram mobilizados por mais de um ano para um gigantesco porta a porta: a Índia, o país mais populoso do planeta, com quase um bilhão e meio de habitantes, começa nesta quarta-feira (1º/4), a contar novamente a população.

O crescimento da jovem população indiana (idade média inferior a 30 anos) representa uma oportunidade para o desenvolvimento econômico do país, ao mesmo tempo em que constitui um desafio em termos de acesso ao emprego, moradia, energia e educação.

Inicialmente previsto para 2021, esse censo foi longamente adiado por causa da pandemia da Covid-19.

O último levantamento, concluído em 2011, registrou uma população de 1,21 bilhão de pessoas. Desde então, as Nações Unidas estimaram, em 2023, que a Índia alcançou 1,42 bilhão de habitantes, ultrapassando a China no ranking mundial.

A Índia tem um território que corresponde a menos da metade do Brasil. Mesmo digitalizada, a operação representa um grande desafio logístico e será executada em etapas.

A primeira fase, que começa nesta quarta-feira, consiste em contar o número de moradias, Estado por Estado, por meio de declaração voluntária em um aplicativo de celular ou durante o porta a porta feito por agentes.

O recenseamento propriamente dito de cada habitante só ocorrerá a partir de 1º de março de 2027 para a maior parte da população, e a partir de 1º de outubro de 2026 nas regiões himalaianas, antes da chegada da neve.

Particularidade desta edição: o governo indiano vai perguntar aos cidadãos a qual casta pertencem.

Originadas da tradição hindu, as castas continuam sendo um elemento importante da sociedade indiana moderna, dividindo-a em categorias hierarquizadas que determinam o papel e o status de seus membros. Essas divisões alimentam discriminações e desigualdades dentro da população.

Mais de dois terços dos indianos são considerados pertencentes a castas inferiores, elegíveis a políticas de ação afirmativa, especialmente no serviço público e na educação.

O último censo de castas foi realizado em 1931, sob o Império Britânico, dezesseis anos antes da independência. Desde então, os líderes indianos evitaram recenseá-las ou publicar números, alegando a complexidade administrativa da operação ou temendo provocar tensões no país.

O Ministério do Interior estimou o custo do censo em US$ 1,24 bilhão.

Leia mais em RFI, parceiro do Metrópoles.

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