ONU vota esta semana resolução sobre uso da força no Estreito de Ormuz

Texto em pauta prevê “todos os meios defensivos necessários” para a reabertura do canal marítimo. China, Rússia e França são contrários

atualizado

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Reprodução/Nações Unidas
Assembleia geral da ONU
1 de 1 Assembleia geral da ONU - Foto: Reprodução/Nações Unidas

O Conselho de Segurança das Nações Unidas votará nesta semana a resolução que visa permitir o uso da força por países para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz.

A rota marítima por onde passa 20% do petróleo global está fechada pelo Irã desde o dia 28 de fevereiro, em retaliação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o país persa. A votação estava marcada inicialmente para a última sexta-feira (3/4), mas foi adiada.

O bloqueio causou uma alta no preço do petróleo, que subiu drasticamente desde o início da guerra. Um dia antes do conflito (27/2), o preço do barril estava em US$ 72, e, no domingo (5/4), chegou a bater US$ 109.

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Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial
Estreito de Ormuz
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Estreito de Ormuz

Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images
Estreito de Ormuz
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Estreito de Ormuz

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O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial
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O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

Lara Abreu/ Arte Metrópoles

Votação na ONU

  • A proposta sobre o uso de força para reabrir o Estreito de Ormuz é do Bahrein;
  • O texto prevê permissão para “todos os meios defensivos necessários” na reabertura do canal, com validade de seis meses;
  • O Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 países membros. São cinco membros permanentesdez membros não permanentes.
  • Os membros permanentes são: China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. Eles têm poder de veto sobre qualquer resolução do conselho;
  • Os membros não permanentes, atualmente, são: Bahrein, Colômbia, Congo, Dinamarca, Grécia, Letônia, Libéria, Paquistão, Panamá e Somália.
  • As resoluções tomadas pelo Conselho de Segurança da ONU são vinculativas para os países-membros, que podem sofrer sanções econômicas e embargos caso não as sigam.

O motivo dos adiamentos da votação foi a oposição de China, Rússia e França, países membros permanentes do Conselho de Segurança e que têm o poder de veto sobre qualquer decisão.

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Presidente da China, Xi Jinping. O país é contrário à resolução em pauta na ONU que permite o uso de força no Estreito de Ormuz
Presidente da França, Emmanuel Macron. País é contrário à resolução em pauta sobre uso da força em Ormuz
O presidente russo Vladimir Putin.
Estreito de Ormuz
Guerra no Oriente Médio é protagonizada por Estados Unidos, Israel e Irã
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Guerra no Oriente Médio é protagonizada por Estados Unidos, Israel e Irã

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Presidente da China, Xi Jinping. O país é contrário à resolução em pauta na ONU que permite o uso de força no Estreito de Ormuz
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Presidente da China, Xi Jinping. O país é contrário à resolução em pauta na ONU que permite o uso de força no Estreito de Ormuz

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Presidente da França, Emmanuel Macron. País é contrário à resolução em pauta sobre uso da força em Ormuz
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Presidente da França, Emmanuel Macron. País é contrário à resolução em pauta sobre uso da força em Ormuz

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O presidente russo Vladimir Putin.
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O presidente russo Vladimir Putin.

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Estreito de Ormuz
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Estreito de Ormuz

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Em caso de veto, os membros do Conselho podem apresentar um novo projeto para votação, ou recorrer à Assembleia Geral da ONU, composta pelos 193 Estados-membros, para examinar o veto.

O principal motivo que fez Rússia, França e China ficarem contra a proposta foi o trecho que “autoriza os Estados-membros, agindo individualmente ou por meio de parcerias navais multinacionais voluntárias […] a utilizar todos os meios necessários para garantir a passagem de trânsito e impedir tentativas de fechar, obstruir ou interferir de qualquer outra forma na navegação internacional pelo Estreito de Ormuz”.

O chanceler da China, Wang Yi ,afirmou na última quinta (2/4) que o Conselho de Segurança da ONU “não deve fornecer cobertura legal para operações militares não autorizadas, nem devem aumentar tensões ou escalar conflitos”.

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