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Mundo

Milei demite 12 funcionários e põe militares na residência presidencial

Demissões ocorreram após supostos relatos de vazamentos sobre a rotina e o círculo íntimo do presidente argentino, segundo jornal

18/09/2026 14:40, atualizado 18/09/2026 15:18
Allison Sales/NurPhoto via Getty Images
O presidente argentino Javier Milei participa da convenção nacional do Partido Liberal (PL) na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, Brasil, em 25 de julho de 2026.

O presidente da Argentina, Javier Milei, demitiu cerca de 12 funcionários que trabalhavam na Quinta de Olivos, residência oficial da Presidência nos arredores de Buenos Aires.

A medida ocorreu após relatos de supostos vazamentos sobre atividades, rotina e pessoas próximas ao presidente, segundo o jornal argentino La Nación.

Entre os dispensados está Osvaldo Javier Sosa, que ocupava o cargo de presidente da Casa Rosada. Além dele, foram demitidos funcionários das áreas administrativa, de cozinha e jardinagem, de acordo com Daniel Catalano, que comanda uma associação sindical e foi ouvido pelo jornal.

Segundo Catalano, os trabalhadores não receberam qualquer justificativa para as demissões.

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Militares assumirão gestão

Após a reorganização, militares da Casa Militar, órgão responsável pela segurança do presidente, passarão a assumir a gestão cotidiana da Quinta de Olivos. O governo também anunciou a extinção do órgão responsável pela administração da residência.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (17/9), o gabinete de imprensa de Milei afirmou que a mudança tem como objetivo reduzir a estrutura e o número de funcionários.

“A Casa Militar assumirá total responsabilidade pelas funções de segurança da Residência Presidencial de Olivos, bem como das residências temporárias do presidente da sação e sua família”, afirmou o governo.

Segundo o comunicado, a medida busca “reforçar a segurança” e facilitar processos administrativos internos.

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Presidente da Argentina, Javier Milei
O presidente da Argentina, Javier Milei, durante discurso
Milei atribui decreto a aumento de mensagens de ódio contra argentinos
Javier Milei, presidente da Argentina
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Javier Milei, presidente da Argentina

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Presidente da Argentina, Javier Milei

Gabriel Luengas/Europa Press via Getty Images
O presidente da Argentina, Javier Milei, durante discurso
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O presidente da Argentina, Javier Milei, durante discurso

Luciano Gonzalez/Anadolu via Getty Images
Milei atribui decreto a aumento de mensagens de ódio contra argentinos
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Milei atribui decreto a aumento de mensagens de ódio contra argentinos

Mateo Occhi/Getty Images

Governo não cita vazamentos

  • Embora a reorganização tenha ocorrido após os relatos publicados pelo La Nación, o governo argentino não mencionou diretamente os supostos vazamentos como motivo das mudanças.
  • A administração Milei afirmou que as medidas estão relacionadas à necessidade de “elevar os padrões de eficiência e segurança do presidente e de sua comitiva”, em meio ao que classificou como uma escalada da insegurança em nível global e à visita do papa Leão XIV à Argentina.
  • A mudança na estrutura de segurança ocorre em um momento em que Milei mantém alto nível de sigilo sobre sua rotina. O presidente argentino costuma viajar com uma grande equipe de segurança durante compromissos públicos.

Rotina reservada

Apesar de trabalhar no palácio presidencial, no centro de Buenos Aires, Milei tem passado mais dias úteis na Quinta de Olivos, uma ampla residência localizada no bairro nobre de Olivos, nos arredores da capital argentina.

Poucas informações são divulgadas sobre a rotina do presidente no local. Milei vive na residência com seus cães da raça mastim e não permite que os animais sejam fotografados.

Pessoas próximas ao presidente relataram ao La Nación que ele estaria cada vez mais cauteloso em relação à divulgação de informações sobre seus encontros privados. Segundo o jornal, Milei demonstra preocupação com possíveis “operações” contra ele e seu governo.

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