Petistas comemoram pesquisa argentina sobre ataques de Milei a Lula
O levantamento, feito por uma consultoria em opinião pública da Argentina, mostra que 70% dos entrevistados são contra a postura de Milei

Petistas têm espalhado em aplicativos de mensagens uma pesquisa de opinião pública sobre os xingamentos proferidos pelo presidente da Argentina, Javier Milei, na sua última vinda ao Brasil.
O responsável pela enquete é a consultoria Zuban Córdoba y Asociados, uma empresa que trabalha com pesquisas de opinião pública há quase 30 anos e é frequentemente citada na imprensa argentina.
De acordo com o levantamento, feito entre 8 e 10 de agosto, por meio de questionário online aplicado a 1.200 argentinos maiores de 16 anos, as falas de Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram desaprovadas por 70,5% dos entrevistados, enquanto 20 % dos respondentes , aprovaram. Os outros 9,5% não souberam responder.
A pesquisa ainda mostra que 38,3% das pessoas que desaprovam os ataques de Milei contra o presidente brasileiro votaram no argentino no segundo turno das eleições de 2023 , e outros 19,2% que não souberam responder , também foram eleitores do atual mandatário da Argentina. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEm visita a São Paulo em julho, Milei se referiu a Lula como “ladrão” e “presidiário”. A fala foi feita durante a convenção do PL, que oficializou a campanha de Flávio Bolsonaro à presidência. No mesmo evento, o argentino ainda chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “lixo careca”.
Milei seguiu atacando Lula na imprensa argentina , e o Itamaraty chamou o embaixador Júlio Bitelli de volta para o Brasil e rebaixou a relação diplomática com a Argentina. Nesta terça-feira (11/8), o argentino compartilhou uma publicação de um aliado do presidente americano Donald Trump que compara Lula a um porco.
Quem financia a pesquisa
Segundo Gustavo Córdoba, diretor da consultoria que promove a pesquisa, o levantamento foi totalmente financiado com recursos próprios e não foi encomendado por nenhum brasileiro.
A pesquisa faz parte de um boletim mensal chamado “El Domingo de Datos” (DDD). Em maio, o mesmo boletim mediu a popularidade de Lula após visitar Trump. E Córdoba disse que, certamente, irá “voltar a medir o Brasil, Lula e as eleições”.
Outros dados do levantamento
- A enquete revela que para 88,9% dos respondentes do questionário, o Brasil é importante para a economia argentina.
- Mais mulheres (14%) acham que o Brasil não é importante para a economia argentina do que homens (7,5%).
- Pessoas acima de 60 anos são as que mais consideram o Brasil um parceiro econômico importante (90,9%). A faixa etária entre 16 anos e 30 anos é a que menos acha importante (66,7%).
- Apenas 18,5% das pessoas que votaram em Milei acham que o Brasil não é um importante parceiro comercial. O número cai para 2,5%, quando analisados os eleitores de Sergio Massa.





