Milei coloca Ilhas Malvinas no centro da agenda e pode ter apoio de Trump
Javier Milei fará um pronunciamento em rede nacional sobre o tema nesta quinta-feira (2/9), após sinalização de possível apoio dos EUA

O presidente da Argentina, Javier Milei, fará um pronunciamento em rede nacional nesta quinta-feira (3/9) sobre a soberania das Ilhas Malvinas — ou Ilhas Falkland, pertencentes ao Reino Unido e pleiteadas pela Argentina.
Nesta semana, Milei classificou o assunto sobre a “causa mais sagrada” para os argentinos, se reuniu com ministros para discutir o tema e celebrou uma sinalização de possível apoio diplomático dos Estados Unidos.
O presidente estadunidense, Donald Trump, depois de questionado se poderia mudar a posição dos EUA sobre a quem pertencem as ilhas, afirmou que pode reavaliar a posição do governo — atualmente, os Estados Unidos são neutros sobre o tema.
Milei se reuniu com alguns ministros do governo um dia depois da fala de Trump, na terça, exclusivamente para discutir a reivindicação do território, segundo o jornal argentino La Nación.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEm entrevista ao Observador, Milei destacou que foram “muito importantes” as declarações de Trump. “Algo muito significativo aconteceu ontem”, destacou o presidente argentino sobre o tema.
Fontes revelaram ao La Nacion que o chanceler argentino, Pablo Quirino, detalhou no encontro o andamento do trabalho diplomático argentino sobre a soberania das ilhas.
O assessor de Milei, Santi Caputo, foi mais incisivo sobre o tema. Em publicação no X, disse que a “Inglaterra é o passado. A Argentina é o futuro”.
“A Inglaterra é o passado. A Argentina é o futuro. É saudável que os Estados Unidos estejam revendo sua posição sobre as Malvinas. Seria estranho se não o fizessem. Não se pode esperar menos de um aliado estratégico. As Malvinas são uma causa sagrada para os argentinos”, escreveu o assessor presidencial.
As Ilhas Malvinas, chamadas de Ilhas Falkand em inglês, são um território ocupado pelo Reino Unido desde 1833. A Argentina alega que autoridades argentinas já administravam a região e foram expulsas por tropas britânicas.
Em abril 1982, o governo argentino tentou tomar o território, considerando que pertencia à Argentina. O Reino Unido venceu a guerra após três meses de conflito e manteve o controle das ilhas.
Em 2013, foi realizado um plebiscito no território, e 98,8% dos pouco mais de 3 mil residentes da ilha aprovaram o domínio do Reino Unido. A Argentina considera o plebiscito ilegal.







