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Coordenadora econômica de Flávio elogia reformas de Milei: “Ótimo exemplo”. Vídeo

Favorita para a Economia de Flávio, Daniella cita Milei como exemplo de ajuste fiscal e redução de impostos

14/09/2026 21:07, atualizado 14/09/2026 21:47
Reprodução/ Sputink Brasil
Foto colorida de Daniella Marques - Metrópoles

A coordenadora do programa econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, citou, nesta segunda-feira (14/9), a política econômica do presidente Javier Milei, da Argentina, como exemplo para a formulação de propostas voltadas ao aumento da capacidade de investimento, à redução da burocracia e de impostos.

Assista:

“Milei é um ótimo exemplo em termos de voltar a ter capacidade de investimento, em redução de burocracia e de impostos. A taxa de juros compete ao Banco Central. Para o Banco Central poder fazer o trabalho dele na redução de juros, precisa de um governo que seja responsável com as contas. […] Então a gente vai focar em botar as contas no azul para que se permita e que se tenha a redução de juros no Brasil”, afirmou Daniella à imprensa após participar do seminário “Brasil Hoje”, promovido pelo Instituto Esfera Brasil, em São Paulo.

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Ex-presidente da Caixa Econômica Federal e principal assessora econômica de Flávio, Daniella é apontada como uma das favoritas para comandar a área econômica e, eventualmente, o Ministério da Fazenda em um possível governo do candidato do PL. Ela ganhou espaço na campanha nas últimas semanas e tem atuado nas conversas de Flávio com empresários e representantes do mercado financeiro.

A referência a Milei, entretanto, ocorre em meio a um cenário polêmico e ainda controverso na economia argentina.

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Desde que assumiu a Presidência, em dezembro de 2023, o ultraliberal promoveu um forte ajuste fiscal e conseguiu reduzir significativamente a inflação. O governo também registrou dois anos consecutivos de superávit primário.

Os resultados, porém, vieram acompanhados de um forte ajuste fiscal e de custos no mercado de trabalho e na atividade econômica. O desemprego chegou a 7,5% no fim de 2025, cerca de 1 ponto percentual acima do registrado no ano anterior, enquanto a informalidade aumentou e o crescimento dos salários reais perdeu força.

Em agosto deste ano, o presidente chegou a reconhecer publicamente que a pobreza voltou a subir no país durante o primeiro trimestre de 2026.

A agenda de Milei inclui cortes de gastos públicos, reformas tributárias e trabalhistas, desregulamentação, abertura comercial e redução de restrições cambiais.

Coordenadora econômica de Flávio elogia reformas de Milei: “Ótimo exemplo”