
Os três fatores que fazem Flávio colar em Lula nas pesquisas, para aliados
Aliados de Lula minimizam Quaest, mas apontam crise no STF, caso Lulinha e até problemas na distribuição de materiais de campanha

Aliados do presidente Lula minimizam os números da Quaest divulgados nesta segunda-feira (14/9). A avaliação no entorno do petista é que o resultado destoa de outros levantamentos recentes, como Datafolha, BTG/Nexus e os trackings internos acompanhados pelo PT.
Apesar disso, integrantes da base governista reconhecem que há pelo menos três fatores que ajudam a explicar por que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda aparece tão próximo de Lula na corrida eleitoral.
O primeiro deles seria a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).
Na avaliação desses aliados, o desgaste em torno da Corte acabou tendo impacto maior sobre Lula do que sobre Flávio Bolsonaro. A leitura é de que o tema passou a ocupar espaço relevante entre as preocupações do eleitor e acabou contaminando o ambiente político.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOutro dado que chama a atenção é o crescimento da corrupção como uma das principais preocupações apontadas pelos entrevistados. Segundo essa avaliação, o tema teria avançado mais de dez pontos em apenas uma semana, tornando-se novamente uma questão central no debate eleitoral.
Para aliados de Lula, esse movimento é particularmente desfavorável ao presidente, porque a oposição consegue associar o tema ao governo e explorar o desgaste provocado pela crise institucional.
O segundo fator citado é o avanço das investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.
Embora investigações não representem, por si só, prova de irregularidade ou culpa, aliados reconhecem que a exposição do caso gera desgaste político para Lula e oferece munição para seus adversários.
O terceiro ponto é menos relacionado ao cenário político e mais à própria estrutura da campanha.
Segundo integrantes do entorno do presidente, materiais de campanha ainda não teriam chegado a alguns estados, o que estaria prejudicando a mobilização e a presença da campanha petista em determinadas regiões.
A avaliação interna, portanto, é que o desempenho de Flávio Bolsonaro na Quaest não necessariamente representa uma tendência consolidada, mas pode refletir uma combinação de fatores circunstanciais que a campanha de Lula pretende reverter nas próximas semanas.
O que dizem as pesquisas
Nova pesquisa Quaest encomendada pelo jornal O Globo e pela TV Globo aponta, pela primeira vez na campanha eleitoral, vantagem numérica do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulação de segundo turno.
O levantamento mostra o senador com 42% das intenções de voto, enquanto o atual presidente aparece com 40%, em cenário de empate técnico dentro da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos.
Apesar de o cenário configurar empate técnico dentro da margem de erro do levantamento — que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos —, o resultado sinaliza oscilação favorável ao candidato do PL. Na pesquisa realizada na semana anterior, ambos os concorrentes figuravam empatados com 41%.









