Mercosul: Bolsonaro culpa populismo de esquerda por crise na Venezuela

Durante discurso, o presidente afirmou que a mesma situação quase aconteceu com o Brasil e que é preciso impedir autoritarismos na região

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 17/07/2019 14:40

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) criticou, durante reunião da cúpula do Mercosul, nesta quarta-feira (17/07/2019), o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela, e disse que a culpa da crise que o país enfrenta é do “populismo” de partidos de esquerda. Na sequência, ele pregou o combate a esses grupos na América do Sul.

“Vamos fazer o fortalecimento da democracia no Mercosul. Não queremos com nenhum outro país na América do Sul o que vem acontecendo com a Venezuela. É preciso força e inteligência para que o destino seja: democracia, liberdade e prosperidade”, disse, durante discurso.

Na ocasião, o presidente culpou o populismo de Maduro pelo declínio da Venezuela e comentou que uma situação análoga quase ocorreu com o Brasil. “Como pode um país tão rico como a Venezuela chegar ao ponto que chegou? Isso nós sabemos como aconteceu, é o populismo e irresponsabilidade do projeto de poder de um partido que não tinha limites. Quase afundaram o Brasil nesse populismo”, afirmou, sem citar nominalmente o PT.

Além disso, Bolsonaro comentou a importância do voto e disse que governos como o de Maduro não devem voltar a ascender na região. “Não há mais entre nós espaços para regimes autoritários”, afirmou. Durante discurso, o chefe do Executivo disse que pretende expandir as relações comerciais do bloco e citou países como Estados Unidos, Singapura e Coréia do Sul como modelos.

O presidente também comentou as relações com a União aduaneira e disse que os principais produtos de troca comercial serão os automóveis e açúcar. Bolsonaro comentou que lutará para prorrogação do regime das tarifas em comum e colocará fim a qualquer impedimento de relação entre os blocos. ” Não queremos a União aduaneira pela metade”, finalizou.

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