Irã acusa EUA de violar cessar-fogo e fala em direito de resposta

Em comunicado, governo do Irã criticou ataques realizados e responsabilizou os EUA por “ações agressivas e injustificadas”.

atualizado

metropoles.com

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Matt Anderson Photography/Getty Images
Foto colorida das bandeiras dos EUA e Irã
1 de 1 Foto colorida das bandeiras dos EUA e Irã - Foto: Matt Anderson Photography/Getty Images

O Irã acusa os Estados Unidos de violar o acordo de cessar-fogo após as forças norte-americanas realizaram ataques no sul do país. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (26/5), Teerã criticou os EUA.

“Os Estados Unidos cometeram uma grave violação do cessar-fogo na região de Hormozgan nas últimas 48 horas… O Irã responsabiliza o regime dos EUA por todas as consequências resultantes dessas ações agressivas e injustificadas”, disse o Ministério das Relações Exteriores.

O comunicado foi divulgado horas após o Comando Central das Forças Armadas dos EUA anunciar ações que foram classificadas como autodefesa na província de Hormozgan.

Antes do ministério, a Guarda Revolucionária do Irã já havia se pronunciado na mídia estatal e afirmado que se reserva o direito “legítimo e definitivo” de retaliar qualquer violação do cessar-fogo. Também foi informado que suas unidades de defesa aérea abateram um drone MQ-9 americano e dispararam contra um caça que havia entrado no espaço aéreo iraniano.

Em mensagem em seu canal no Telegram, nesta terça, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, disse que “as nações e terras da região não serão mais um escudo para as bases americanas.

“A partir de agora, os slogans ‘Morte à América’ e ‘Morte a Israel’ serão os slogans da nação islâmica e dos povos oprimidos do mundo, especialmente os jovens”, declarou.

Cessar-fogo

O acordo de cessar-fogo entre os países está em vigência desde o último dia 8 de abril, porém, no plano diplomático, as negociações prosseguem.

O ataque ocorre num momento em que negociadores dos dois países estão trabalhando em um acordo para colocar um fim definitivo à guerra, iniciada no fim de fevereiro.

O principal negociador do Irã , Mohammad Baqr Qalibaf, o chanceler do país e o governador do Banco Central iraniano estiveram em Doha nesaa segunda-feira (25/5) para conversas com o primeiro-ministro do Catar sobre um possível acordo.

Conforme reportagem da agência de notícias iraniana Tasnim, o objetivo da delegação é conseguir a liberação de cerca de US$ 24 bilhões em fundos iranianos congelados no exterior. Esse seria o último grande obstáculo para o entendimento.

Em um post nessa segunda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adicionou mais um fator ao debate. De acordo com ele, teria pedido a líderes de países árabes que aderissem aos Acordos de Abraão, tratados que normalizam as relações desses países com Israel, e sugeriu que seu acordo de paz com o Irã estaria condicionado à adesão em massa aos Acordos de Abraão.

 

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