Famoso chef René Redzepi se demite após denúncias de agressão
O desligamento veio após patrocinadores terem retirado o apoio a uma filial do renomado restaurante Noma, nos EUA, inaugurando nesta quarta
atualizado
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O famoso e premiado chef dinamarquês René Redzepi, de 48 anos, anunciou que se demitiu, nesta quinta-feira (12/3), em suas redes sociais, do renomado restaurante nórdico Noma, o qual é cofundador. O desligamento veio após patrocinadores terem retirado o apoio ao restaurante pop-up do Noma, em Los Angeles, nos Estados Unidos, que abriu ontem.
A retirada dos patrocínios ocorreram após René ser acusado de uma série de denúncias por funcionários, de que ele teria os maltratado e agredido fisicamente durante anos.
“Depois de mais de duas décadas a construir e a liderar este restaurante, decidi afastar-me”, declarou na internet. “Um pedido de desculpas não chega. Assumo a responsabilidade pelos meus próprios atos. Não fui capaz de lidar com a pressão, pequenos erros podiam parecer-me enormes e reagi de formas de que hoje me arrependo profundamente”, declarou.
O chef acrescentou que, apesar da desistência, o projeto em Los Angeles vai continuar sem a participação dele.
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As agressões vieram a público após um antigo funcionário do restaurante ter publicado seu testemunho e de colegas nas redes sociais, em fevereiro.
De acordo com Jason Ignacio White, que foi responsável pelo laboratório de fermentação do restaurante, “o Noma não é uma história de inovação. É a história de um maníaco, que alimentava uma cultura de medo, abuso e exploração”.
O escândalo ganhou corpo quando o The New York Times publicou, no fim de semana, uma reportagem repercutindo as denúncias de 35 funcionários, e não poupou os leitores de relatos de socos, humilhações públicas e emprego de estagiários sem remuneração.
O Noma foi inaugurado em 2003, em Copenhague, na Dinamarca, e foi eleito cinco vezes o melhor do mundo, entre 2010 e 2021. O restaurante tem três estrelas Michelin.
O nome é uma mistura das palavras dinamarquesas “nordisk” (nórdico) e “mad” (comida). No cardápio, há pratos de até R$ 1,5 mil.
