EUA contradiz Irã e diz que Estreito de Ormuz segue aberto
Comando militar dos EUA afirma que navios comerciais seguem transitando na região e nega ataque a embarcações militares norte-americanas

O Exército dos Estados Unidos, por meio do Comando Central (Centcom), responsável por operações no Oriente Médio, negou nesta quinta-feira (11/6) que o Estreito de Ormuz tenha sido fechado novamente, contrariando informações divulgadas pela mídia estatal iraniana após novos ataques norte-americanos ao país nessa quarta-feira (10/6).
O Centcom fez duas publicações na rede social X sobre o tema. Na primeira, comando militar afirmou que navios comerciais continuam transitando “para dentro e para fora do Estreito de Ormuz” nesta noite.
🚫 CLAIM: Iran’s Islamic Revolutionary Guard Corps claims that the Strait of Hormuz is closed.
✅ TRUTH: Commercial ships are continuing to transit in and out of the Strait of Hormuz tonight. pic.twitter.com/yphkl2Lmji
— U.S. Central Command (@CENTCOM) June 10, 2026
Em outra publicação, o órgão negou que qualquer navio de guerra dos Estados Unidos tenha sido atacado na região. “Nenhum navio de guerra dos EUA foi atingido”, afirmou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA informação de que o Irã teria fechado completamente o canal marítimo foi divulgada pelo quartel-general central Hazrat Khatam al-Anbiya — responsável pelo planejamento, comando e controle de operações militares iranianas — após as ilhas de Qeshm e Hengam e a cidade portuária de Bandar Abbas serem atingidas por bombardeios pela tarde.
“Devido à insegurança na região, o Estreito de Ormuz está fechado para o tráfego de qualquer tipo de embarcação, incluindo petroleiros e comerciais”, diz trecho do comunicado divulgado.
Ainda segundo a mídia estatal do país persa, duas embarcações tentaram furar o bloqueio e foram atacadas.
Segundo dia de ataques dos EUA
A mídia iraniana relatou explosões nas ilhas de Qeshm e Hengam, nas proximidades do Estreito de Ormuz. De acordo com informações da Press TV iraniana, Sirik, na costa sul do Irã, também foi atingida por “projéteis inimigos”.
A cidade portuária de Bandar Abbas, que abriga forças navais iranianas e serve como o principal centro de comando militar no sul do país, também foi alvo de bombardeios.
Na terça-feira (9/6), instalações militares iranianas já haviam sido bombardeadas pela segunda vez durante o cessar-fogo, que teve início de abril.
Desde então, os dois lados atacaram alvos militares e de vigilância. Em resposta, o alto comando militar do Irã afirmou que alvejaria qualquer navio que transitasse pelo Estreito de Ormuz.
As novas ofensivas foram motivadas pela queda de um helicóptero norte-americano na região, nessa segunda-feira (8/6). O presidente Trump acusou o Irã de ter derrubado a aeronave, que, segundo ele, realizava uma missão de patrulhamento.
Segundo o Centcom, dois tripulantes foram resgatados por equipes da Marinha e da Força Aérea cerca de duas horas após a queda. Em nota, o órgão afirmou que ambos estão em condição estável e que as causas do acidente seguem sob investigação.



