Irã volta a fechar o Estreito de Ormuz após ser atacado pelos EUA
Forças Armadas iranianas falam em "ações criminosas" dos EUA e dizem que o Estreito de Ormuz está fechado para qualquer tipo de embarcação

O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz por completo nesta quarta-feira (10/6), após o país ser alvo de novos ataques dos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo quartel-general central de Hazrat Khatam al-Anbiya, as Forças Armadas Iranianas.
“Em continuação às ações criminosas dos Estados Unidos e considerando o início dos ataques do exército invasor daquele país a algumas áreas do sul da província de Hormozgan, a partir deste momento, devido à insegurança na região, o Estreito de Ormuz está fechado para o tráfego de qualquer tipo de embarcação, incluindo petroleiros e comerciais”, diz trecho do comunicado divulgado por militares iranianos.
Segundo a mídia estatal do país persa, duas embarcações tentaram furar o bloqueio e foram atacadas.
Segundo dia de ataques dos EUA
O novo bloqueio total no estreito, por onde cerca de 20% do petróleo mundial é transportado, surge após o segundo dia consecutivo de ataques norte-americanos contra o território iraniano.
Antes do fechamento, a navegação em Ormuz era controlada pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PSGA), do Irã. Estavam permitidas as passagens de embarcações que não possuíssem ligações com os EUA e Israel, ou de aliados dos dois, mediante o pagamento de pedágios.

A nova ofensiva dos EUA — a segunda desde que um cessar-fogo foi firmado em abril — surgiu após ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, e do secretário de Guerra, Pete Hegseth.
Mais cedo, os dois anunciaram que forças norte-americanas lançariam fortes ataques contra o Irã, em uma tentativa de pressionar Teerã a avançar nas negociações com Washington.
Nessa terça-feira (9/6), regiões do país persa já haviam sido bombardeadas após Trump acusar o Irã de derrubar um helicóptero norte-americano no Estreito de Ormuz. O Irã respondeu os ataques lançando drones e mísseis contra instalações dos EUA em países vizinhos, como Jordânia, Bahrein e Kuwait.


