EUA classifica Irmandade Muçulmana como terrorista por apoio ao Hamas
Os EUA acusam os núcleos da Irmandade Muçulmana de “apoio explícito e entusiástico” ao Hamas
atualizado
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Os Estados Unidos classificaram as seções libanesa, jordaniana e egípcia da Irmandade Muçulmana como organização terrorista por fornecer apoio material ao grupo palestino Hamas.
A medida, anunciada nesta terça-feira (13/1), implica sanções econômicas aos “núcleos da Irmandade Muçulmana” e pressiona países do Oriente Médio que apoiam ou toleram esses grupos islâmicos.
“Hoje, como primeiro passo em apoio ao compromisso do presidente Trump de eliminar as capacidades e operações das seções da Irmandade Muçulmana, os Estados Unidos estão impondo designações terroristas às seções libanesa, jordaniana e egípcia”, diz o comunicado do Departamento de Estado norte-americano.
O comunicado foi emitido em conjunto pelos departamentos de Estado e do Tesouro dos EUA. Na nota, os órgãos acusam os núcleos da Irmandade Muçulmana de “apoio explícito e entusiástico” ao Hamas, sobretudo com apoio material, que, segundo o governo norte-americano, incentiva a violência no Oriente Médio e no mundo em busca da versão extremista do Islã.
A Irmandade Muçulmana foi fundada por Hassan Al-Banna, no Egito, em 1929, e serviu como raiz para o fundamentalismo islâmico.
Os núcleos egípcio e jordaniano da Irmandade Muçulmana foram designados como Terroristas Globais Especialmente Designados, e a seção libanesa da irmandade, também conhecida como al-Jamaa al-Islamiyah, foi designada como Organização Terrorista Estrangeira, além de o secretário-geral da Irmandade Muçulmana Libanesa, Muhammad Fawzi Taqqosh, também receber o título de Terrorista Global.
O governo Trump justifica que as designações de terrorismo aos grupos islâmicos ocorrem porque representam ameaças ao povo norte-americano e têm o propósito de fazer com que essas organizações cortem laços com o Hamas.
“A Irmandade Muçulmana inspirou, apoiou e financiou grupos terroristas como o Hamas, que representam ameaças diretas à segurança do povo norte-americano e de nossos aliados”, destacou o subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira, John K. Hurley.
Funcionamento das sanções
Na prática, todos os bens sob o controle dos EUA que a Irmandade Muçulmana administra serão bloqueados.
Além disso, cidadãos ou bancos norte-americanos ficam proibidos de negociar com o núcleo de sancionados, a não ser que sejam autorizados.
Caso ocorra sem autorização, as instituições financeiras e outras pessoas podem estar sujeitas a sanções por se envolverem em transações com “terroristas”.
