Hamas se diz pronto a dissolver governo por acordo de paz em Gaza
Dissolução do governo do Hamas na Faixa de Gaza faz parte do plano de paz costurado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no fim de 2025
atualizado
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O Hamas disse que está pronto para dissolver seu governo na Faixa de Gaza, e entregar a administração do enclave para uma autoridade tecnocrática palestina independente, como parte do acordo de cessar-fogo com Israel. A manifestação foi divulgada pelo porta-voz do grupo Hazem Qassem neste domingo (11/1).
“Após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre sua intenção de formar um Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, o Movimento [Hamas] orientou todos os órgãos e instituições governamentais a estarem prontos para transferir todas as suas responsabilidades para este conselho”, disse o porta-voz do grupo palestino em um pronunciamento televisivo.
A dissolução do governo do Hamas em Gaza, governada pelo grupo desde 2007 após eleições locais, e a instalação de uma nova administração fazem parte parte do plano de paz apresentado por Trump
Segundo o documento, que possuí 20 pontos, tal mudança na política interna de Gaza faz parte da segunda fase do acordo — que ainda não começou, apesar do cessar-fogo que está em vigor desde o último ano. Além disso, nesta etapa está previso o desarmamento do Hamas.
A expectativa é de que o plano de paz avance após o Hamas devolver o corpo do único refém que ainda está em Gaza.
No fim de novembro de 2025, o governo da Turquia, que também está envolvida nas negociações, afirmou que a lista do comitê palestino que governará a Faixa de Gaza durante o período de transição já foi aprovada.
O órgão, informou Ancara, é não político e será responsável por administrar serviços básicos do enclave palestinos. Entre eles, eletricidade, água e a distribuição de ajuda humanitária e alimentos.
Mesmo com o cessar-fogo, Israel continuou realizando operações ocasionais em Gaza. Segundo o Ministério da Saúde local, comandado pelo Hamas, mais de 350 palestinos morreram desde o início da trégua. A maioria deles, informou o órgão, eram civis.
