EUA avalia assumir o controle do Estreito de Ormuz, diz Trump
Trump ameaça assumir controle do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial. Atualmente, a rota está sob controle do Irã
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que considera assumir o controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio global de petróleo, atualmente sob influência do Irã. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (9/3), em entrevista à CBN News.
O republicano afirmou que o estreito, responsável por 20% dos embarques globais de energia, “está aberto agora”, mas que os EUA avaliam “assumi-lo”. O tema foi tratado, novamente, por Trump na noite desta segunda, durante conferência de imprensa na Casa Branca:
“Não vou permitir que um regime terrorista tente parar o fornecimento de petróleo mundial. Se fizerem isso, vamos atacá-los com muito mais força. O Estreito de Ormuz vai continuar seguro, temos muitos navios da marinha lá, e os melhores equipamentos do mundo. Vamos atacá-los com tanta força que não será possível para eles recuperarem aquela parte do mundo”, declarou Trump.
Na última semana, a Guarda Revolucionária do Irã declarou ter “controle total” do Estreito de Ormuz e ameaçou disparar contra qualquer navio que tentasse atravessar a região.
De acordo com Trump, caso o Irã interfira na rota, “será o fim” do país. “Eles já dispararam tudo o que tinham para disparar, e é melhor não tentarem nada esperto, ou será o fim daquele país”, disse. “Se fizerem alguma coisa ruim, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão falar desse nome”, ameaçou.
Por que o estreito é tão importante
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico a rotas marítimas internacionais e fica entre o Irã e Omã.
Pela passagem estreita, circula cerca de um quinto do petróleo transportado por navios no mundo. Grandes volumes de gás natural liquefeito também seguem pela rota, incluindo exportações de países como Catar e Arábia Saudita.
Nesta segunda-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou uma missão com aliados para tentar reabrir o estreito. Segundo ele, a operação será “estritamente defensiva” e “muito distante de qualquer movimento militar”.
Preço do petróleo dispara
Após uma semana de guerra no Oriente médio, o petróleo teve alta de quase 30% nos mercados internacionais.
O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou na sexta-feira (6/3) cotado a US$ 92,69, alta superior a 8% em relação ao dia anterior e de 27,88% no acumulado da semana
O conflito, que chega ao 10º dia nesta segunda, teve início em 28 de fevereiro, quando o Irã foi bombardeado por Estados Unidos e Israel. Os ataques foram seguidos por ações de retaliação de Teerã na região.
Até o momento, nenhum aliado europeu de Washington ou de Tel Aviv aderiu diretamente aos bombardeios contra o Irã.
