Macron anuncia missão internacional para reabrir o Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz, por onde cerca de 20% do petróleo mundial é escoado, está fechado desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã
atualizado
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O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou uma missão junto de aliados para tentar reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A declaração do líder francês ocorreu nesta segunda-feira (9/3) durante visita ao Chipre.
Macron não anunciou datas nem maiores detalhes sobre a operação. Ele enfatizou, no entanto, que as ações serão “estritamente defensivas, muito distantes de qualquer movimento militar”. O local é controlado pelo Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), do Irã, que bloqueou a entrada e saída de navios petroleiros do estreito em retaliação aos ataques de EUA e Israel.
“Não desejávamos esta guerra, mas temos a responsabilidade de fazer tudo para proteger os nossos compatriotas, proteger as nossas economias e evitar uma escalada na região, no Líbano e no Oriente Médio”, disse o líder francês em publicação no X.

Até o momento, nenhum aliado europeu dos Estados Unidos ou de Israel se juntou aos ataques contra o Irã, que já duram mais de uma semana. Apesar disso, países da Europa já sofreram com reflexos diretos da guerra. O primeiro deles foi a ilha de Chipre, onde autoridades locais acusaram o Irã de atacar uma base militar do Reino Unido.
Em seguida, incidentes semelhantes foram registrados no Azerbaijão e na Turquia — o último deles nesta segunda, quando as defesas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) voltaram a ser acionadas após um míssil balístico, supostamente iraniano, invadir o espaço aéreo turco.
Por conta da tensão, Reino Unido e França anunciaram o envio de porta-aviões e helicópteros para o Mar Mediterrâneo, com o objetivo de reforçar a defesa do Chipre. Espanha, Holanda e Itália também aumentaram a presença militar na região.
