Espanha propõe à União Europeia romper acordo de associação com Israel
Rompimento teria como base um acordo firmado em 2000, que inclui uma cláusula que exige o respeito pelos direitos humanos
atualizado
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Durante um comício político em Andaluzia, a cerca de 440 km da capital, Madrid, neste domingo (19/4), o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez afirmou que pedirá à União Europeia o fim do seu acordo de associação com Israel.
“Nesta terça-feira (21/4), o governo de Espanha levará à Europa a proposta de que a UE rompa a sua associação com Israel. Não temos nada contra o povo de Israel; muito pelo contrário. Mas um governo que viola o direito internacional e, portanto, os princípios e valores da UE, não pode ser nosso parceiro. NÃO À GUERRA”, afirmou Sánchez.
Ha llegado la hora de que la UE rompa su Acuerdo de Asociación con Israel.
No tenemos nada contra el pueblo de Israel, al contrario. Pero un Gobierno que viola el derecho internacional y, por tanto, los principios y valores de la UE no puede ser nuestro socio.
NO A LA GUERRA. pic.twitter.com/jsGOiGQDB8
— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) April 19, 2026
O primeiro-ministro se referiu ao acordo de associação feito nos anos 2000 entre a UE e Israel, que inclui uma cláusula que exige o respeito pelos direitos humanos.
Segundo a imprensa internacional, a UE é o maior parceiro comercial de Israel, com uma relação avaliada em mais de 45 mil milhões de euros por ano.
Desde o início da guerra travada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em fevereiro deste ano, a Espanha não só se posicionou publicamente contra prestar qualquer tipo de apoio ao conflito, como faz campanha internacional para que a guerra se encerre.
Na última sexta-feira (17/4), o país, junto com a Irlanda e a Eslovênia, enviou uma carta à Comissão Europeia pedindo que o acordo seja discutido na próxima reunião dos ministros das Relações Exteriores da UE.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou a Espanha de conduzir uma campanha diplomática hostil contra o seu país e chegou a proibir que os espanhóis participassem do centro liderado pelos EUA para ajudar a estabilizar a Faixa de Gaza no pós-guerra.
A revisão do acordo entre UE e Israel foi pedida pela Espanha e Irlanda pela primeira vez em 2024, após a resposta de Teerã a ataques do Hamas em outubro de 2023. No mesmo ano, Madrid também anunciou seu reconhecimento do Estado da Palestina.
