China defende “não interferência” após ação dos EUA sobre PCC e CV
Porta-voz da China também confirmou visita oficial do ministro brasileiro Mauro Vieira ao país na semana que vem
atualizado
Compartilhar notícia

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, defendeu a “não interferência” ao ser questionada sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como organizações terroristas.
“A China defende o princípio de não interferência em assuntos internos”, afirmou em coletiva de imprensa.
Mao Ning confirmou também que o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, fará uma visita oficial à China de 31 de maio a 2 de junho. Ela destacou que a relação entre os dois países tem estado, há muito tempo, na vanguarda das relações da China com outras nações em desenvolvimento.
“Esperamos que, por meio desta visita, ambas as partes consolidem ainda mais a confiança mútua política e estratégica, continuem a progredir na construção de uma comunidade com um futuro compartilhado, demonstrem um senso de responsabilidade na promoção da solidariedade e da cooperação entre os países do Sul Global e contribuam para a paz e a estabilidade mundial”, disse, segundo a mídia estatal chinesa.
Decisão dos EUA
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (28/5), que classificará as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
Após a decisão, o assessor especial para assuntos internacionais da presidência, Celso Amorim, classificou a medida como “pretexto para intervenção” no Brasil.
“Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável”, disse Amorim em declaração enviada ao Metrópoles.