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Mundo

Azerbaijão e Armênia continuam discussões para tirar acordo de paz do papel

Armênia e Azerbaijão trabalham para tirar do papel um acordo de paz assinado em agosto de 2025 com a ajuda dos EUA

06/11/2026 16:29, atualizado 06/11/2026 16:38
Material cedido ao Metrópoles
Imagem colorida mostra o embaixador do Azerbaijão no Brasil - Metrópoles

Azerbaijão e Armênia continuam em negociações enquanto o acordo de paz assinado pelos dois países no último ano, com a mediação dos Estados Unidos, não é ratificado. A informação foi divulgada pelo embaixador azeri no Brasil, Rashad Novruz, durante evento em Brasília realizado na quinta-feira (5/11).

De acordo com o diplomata, negociadores dos dois países têm discutido questões como delimitações de fronteiras, e a reabertura de rotas regionais interrompidas durante os anos de conflito.

Em conversa com o Metrópoles, Rashad Novruz apontou o atual momento como a “melhor janela” para uma paz definitiva na região do Cáucaso. Isso porque, explicou o embaixador, Azerbaijão e Armênia nunca mantiveram negociações tão próximas, com discussões e diálogos entre negociadores de ambos os países. 

Com a ajuda do governo Donald Trump, Erevan e Baku chegaram a um acordo de paz em agosto de 2025. Com isso, as duas nações avançaram em discussões posteriores para encerrar, de forma definitiva, o conflito envolvendo o enclave de Nagorno-Karabakh (chamado por armênios que viviam na região de Artsakh)

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Guerra de décadas

  • Localizada no sul do Cáucaso, a região autônoma de Nagorno-Karabakh fica dentro do território do Azerbaijão, e é reconhecida pela ONU como parte integrante do país. Contudo, era historicamente povoada por armênios étnicos.
  • O primeiro conflito em Artsakh, como também é conhecida a região, explodiu no fim da década de 1980. Um dos principais pontos que desencadearam a violência na área foi uma decisão do parlamento de Nagorno-Karabakh, que na época votou pela unificação da região ao território da Armênia.
  • Em 1994, um cessar-fogo foi assinado com a mediação da Rússia. Os armênios étnicos da região se saíram vitoriosos, e ficaram com o controle de Nagorno-Karabakh.
  • A segunda guerra de Nagorno-Karabakh começou em 2020, quando o governo do Azerbaijão lançou uma operação militar com o objetivo de recuperar seus territórios perdidos durante a década de 1990. Artsakh, porém, não foi totalmente retomada.
  • Três anos depois, forças do Azerbaijão lançaram ofensiva surpresa em Artsakh, para conquistar o território antes ocupado por armênios étnicos. 
  • Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, o episódio fez com que mais de 100 mil armênios étnicos deixassem suas casas em Nagorno-Karabakh. Eles se abrigaram principalmente na Armênia.

Mas, apesar da assinatura, o texto do pacto ainda precisa ser ratificado pelo poder legislativo do Azerbaijão e Armênia.

Uma das principais barreiras têm sido uma exigência azeri, que pede uma mudança na Constituição da Armênia para excluir possíveis reivindicações contra a soberania e integridade territorial do Azerbaijão. 

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Enquanto a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (1922 a 1991) existiu, o poder central intermediava um acordo de convivência entre os armênios e os azeris na região. Nagorno-Karabakh era uma ocupação armênia
No processo de desintegração da URSS, aumentaram as tensões em Nagorno-Karabakh e, em 1988, explode um primeiro conflito armado. Após seis anos de guerra, os armênios vencem, ampliam seu território e fundam a República de Artsaque
Em 2020, o Azerbaijão toma Nagorno-Karabakh após uma guerra de 44 dias Durante o conflito, cerca de 90 mil pessoas deixam o território em direção à Armênia e à Rússia. A guerra enfraquece a República de Artsaque e diminui seus limites territoriais
Três anos depois, um novo golpe. Nagorno-Karabakh é bombardeada pelo Azerbaijão apesar de um acordo cessar-fogo estar em vigor. Nesse momento, toda a população do enclave armênio (que havia retornado após a guerra de 2020) vai embora pelo corredor de Lachin. Atualmente, Nagorno-Karabakh é uma cidade fantasma
Durante o Império Russo (1721 a 1917), a região de Nagorno-Karabakh já era ocupada pelo povo armênio
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Durante o Império Russo (1721 a 1917), a região de Nagorno-Karabakh já era ocupada pelo povo armênio

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Enquanto a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (1922 a 1991) existiu, o poder central intermediava um acordo de convivência entre os armênios e os azeris na região. Nagorno-Karabakh era uma ocupação armênia
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Enquanto a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (1922 a 1991) existiu, o poder central intermediava um acordo de convivência entre os armênios e os azeris na região. Nagorno-Karabakh era uma ocupação armênia

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No processo de desintegração da URSS, aumentaram as tensões em Nagorno-Karabakh e, em 1988, explode um primeiro conflito armado. Após seis anos de guerra, os armênios vencem, ampliam seu território e fundam a República de Artsaque
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No processo de desintegração da URSS, aumentaram as tensões em Nagorno-Karabakh e, em 1988, explode um primeiro conflito armado. Após seis anos de guerra, os armênios vencem, ampliam seu território e fundam a República de Artsaque

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Em 2020, o Azerbaijão toma Nagorno-Karabakh após uma guerra de 44 dias Durante o conflito, cerca de 90 mil pessoas deixam o território em direção à Armênia e à Rússia. A guerra enfraquece a República de Artsaque e diminui seus limites territoriais
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Em 2020, o Azerbaijão toma Nagorno-Karabakh após uma guerra de 44 dias Durante o conflito, cerca de 90 mil pessoas deixam o território em direção à Armênia e à Rússia. A guerra enfraquece a República de Artsaque e diminui seus limites territoriais

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Três anos depois, um novo golpe. Nagorno-Karabakh é bombardeada pelo Azerbaijão apesar de um acordo cessar-fogo estar em vigor. Nesse momento, toda a população do enclave armênio (que havia retornado após a guerra de 2020) vai embora pelo corredor de Lachin. Atualmente, Nagorno-Karabakh é uma cidade fantasma
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Três anos depois, um novo golpe. Nagorno-Karabakh é bombardeada pelo Azerbaijão apesar de um acordo cessar-fogo estar em vigor. Nesse momento, toda a população do enclave armênio (que havia retornado após a guerra de 2020) vai embora pelo corredor de Lachin. Atualmente, Nagorno-Karabakh é uma cidade fantasma

Astrig Agopian/Getty Images

O primeiro-ministro armênia, Nikol Pashinyan, já se mostrou disposto a aceitar o pedido, mas trâmites burocráticos ainda impedem que o processo avance no Parlamento local.

Nesta semana, contudo, parlamentares armênios ratificaram um acordo para a criação de uma conexão que cortará a Armênia para ligar o Azerbaijão ao enclave azeri de Naquichevão — que está dentro do território armênio.