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Armênia e Azerbaijão assinam acordo de paz com a ajuda de Trump

Armênia e Azerbaijão estavam em guerra havia 37 anos, em uma disputa envolvendo o enclave armênio de Nagorno-Karabakh

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1 de 1 Imagem colorida mostra os presidentes dos EUA, Armênia e Azerbaijão - Metrópoles - Foto: Andrew Harnik/Getty Images

Após quase quatro décadas de conflito, Armênia e Azerbaijão assinaram um acordo de paz, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O avanço nas negociações, que pode colocar fim ao conflito no Sul do Cáucaso, aconteceu nesta sexta-feira (8/8) na Casa Branca.


Guerra de décadas

  • Localizada no sul do Cáucaso, a região autônoma de Nagorno-Karabakh fica dentro do território do Azerbaijão. Contudo, era historicamente povoada por armênios étnicos.
  • O primeiro conflito em Artsakh, como também é conhecida a região, explodiu no fim da década de 1980. Um dos principais pontos que desencadearam a violência na área foi uma decisão do parlamento de Nagorno-Karabakh, que na época votou pela unificação da região ao território da Armênia.
  • Em 1994, um cessar-fogo foi assinado com a mediação da Rússia. Os armênios étnicos da região se saíram vitoriosos, e ficaram com o controle de Nagorno-Karabakh.
  • A segunda guerra de Nagorno-Karabakh começou em 2020, quando o governo do Azerbaijão lançou uma operação militar com o objetivo de recuperar seus territórios perdidos durante a década de 1990. Artsakh, porém, não foi totalmente retomada.
  • Três anos depois, forças do Azerbaijão lançaram ofensiva surpresa em Artsakh, para conquistar o território antes ocupado por armênios étnicos. 
  • Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, o episódio fez com que mais de 100 mil armênios étnicos deixassem suas casas em Nagorno-Karabakh. Eles se abrigaram principalmente na Armênia.

Na reunião trilateral, o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, disse que a paz com o país vizinho “abrirá grande oportunidades, não apenas para nossa região, mas para o mundo”. Já o primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, classificou o momento como a “abertura de um capítulo de paz”.

Em março deste ano, os dois países chegaram ao texto final do acordo de paz, mas alguns pontos travavam a assinatura final do documento. Entre eles, a criação de um corredor que liga o território do Azerbaijão ao exclave azeri de Naquichevão, localizado no território armênio.

Para a maioria da população da Armênia, o Corredor de Zangezur seria uma violação a integridade territorial e uma oportunidade para o Azerbaijão instalar tropas dentro do país. O assunto, porém, foi resolvido durante o encontro entre Aliyev e Pashinyan em Washington.

Termos do acordo

Entre os termos do pacto de paz proposto por Trump, os dois países concordaram em criar o corredor que cortará a Armênia. A ligação, contudo, será administrada pelos EUA e recebeu o nome simbólico de “Rota Trump para a Paz e Prosperidade Internacional (TRIPP)”.

Na Casa Branca, os líderes da Armênia e Azerbaijão também falaram sobre o respeito à integridade territorial de ambos os países. Apesar da assinatura do acordo de paz, não ficou claro como questões relacionadas à delimitação de fronteiras — um dos motivos da guerra de Nagorno-Karabakh — serão abordadas daqui para frente.

Outros pontos importantes das discussões de paz, como uma possível mudança na Constituição da Armênia a pedido do governo azeri, também não se tornaram públicos até o momento.

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