Armênia expande cooperação com os EUA apesar de alertas da Rússia

Armênia e Estados Unidos assinaram um vasto acordo de cooperação que prevê, entre outros pontos, parcerias na área de defesa

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 Imagem colorida mostra Marco Rubio e o chanceler da Armênia - Metrópoles - Foto: Divulgação/Departamento de Estado dos Estados Unidos

Apesar de alertas recentes da Rússia, a Armênia assinou um acordo de cooperação com os Estados Unidos que abrange diversas áreas, como economia, energia, cultura e defesa. O pacto entre os dois países foi firmado nesta terça-feira (26/5) na capital armênia, Erevan.

Entre os pontos acordados, está a intenção de expandir os laços de defesa e segurança entre as duas nações.

Além de consultas sobre o setor, EUA e Armênia concordaram em cooperar na indústria de defesa, no combate a crimes transnacionais e no fortalecimento das capacidades defensivas da Armênia. Washington e Erevan ainda falaram em desenvolver mecanismos para o “compartilhamento de informações sensíveis”.

O acordo foi assinado durante reunião entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores armênio, Ararat Mirzoyan.

Os dois países ainda firmaram pactos sobre minerais críticos e de avanços sobre a Rota Trump para a Prosperidade Internacional (TRIPP) — um projeto que faz parte do acordo de paz entre Armênia e Azerbaijão, firmado em 2025, com mediação do presidente norte-americano.

Alerta da Rússia

Desde que Trump assumiu a dianteira nas negociações de paz entre Armênia e Azerbaijão, Rússia e Irã acenderam um alerta vermelho sobre a possibilidade do aumento da presença norte-americana na região.

A preocupação coincidiu com um afastamento entre Armênia e Rússia, que por anos se manteve como principal aliada do país localizado no Cáucaso.

Tudo mudou no início da década de 2020, após a guerra no enclave armênio de Nagorno-Karabakh, localizado dentro do território do Azerbaijão.

À época, o governo armênio acusou Moscou de não apoiar a população armênia que vivia na região durante a ofensiva azeri, que resultou no deslocamento de mais de 100 mil pessoas.

Desde então, a Armênia se movimentou em direção a países do Ocidente, incluindo a intenção de aderir à União Europeia (UE) e o acordo de paz com o Azerbaijão, mediado pelos EUA.

No pacto de paz, ficou firmado que o país vai permitir a criação de um corredor que cortará o território da Armênia, para ligar o enclave azeri de Naquichevão ao Azerbaijão. A construção da rota, que leva o nome de Trump, terá participação direta dos EUA.

Por causa disso, o chefe do Parlamento da Rússia, Vyacheslav Dolodin, acusou a Armênia de estar se aliando a rivais de Moscou. Um caminho, segundo o político, semelhante ao que a Ucrânia seguiu anos atrás.

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