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Mundo

Após suspensão, Brasil pode levar 2 anos para voltar a exportar carne à UE

Chefe de auditorias sanitárias do bloco europeu afirmou que não deve haver importação de carne bovina brasileira no período

29/09/2026 15:15
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Imagem colorida, gado, bois, boi - Metrópoles

O Brasil pode levar pelo menos dois anos para voltar a exportar carne bovina à União Europeia (UE). A estimativa foi apresentada nesta segunda-feira (28/9) por Eric Thévenard, chefe de auditorias da autoridade sanitária europeia.

O bloco suspendeu, em 3 de setembro, as importações de produtos de origem animal do Brasil após identificar falhas nas garantias sobre o uso de antibióticos proibidos na UE.

“O tempo entre nascimento e abate é de cerca de dois anos, então vocês podem calcular: nada antes de dois anos, em teoria”, afirmou Thévenard a integrantes da Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu. “De agora até daqui a dois anos, não deve vir carne bovina do Brasil”, completou.

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O bloco suspendeu, no início de setembro, as importações de produtos de origem animal do Brasil após identificar falhas nas garantias sobre o uso de antibióticos proibidos na UE
Brasil pode levar pelo menos dois anos para voltar a exportar carne bovina para a União Europeia (UE)
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Em 2025, o Brasil exportou US$ 1,049 bilhão, cerca de R$ 5,7 bilhões, em carne bovina para o bloco
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Em 2025, o Brasil exportou US$ 1,049 bilhão, cerca de R$ 5,7 bilhões, em carne bovina para o bloco

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O bloco suspendeu, no início de setembro, as importações de produtos de origem animal do Brasil após identificar falhas nas garantias sobre o uso de antibióticos proibidos na UE
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O bloco suspendeu, no início de setembro, as importações de produtos de origem animal do Brasil após identificar falhas nas garantias sobre o uso de antibióticos proibidos na UE

Lucas Ninno/Getty Images
Brasil pode levar pelo menos dois anos para voltar a exportar carne bovina para a União Europeia (UE)
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Brasil pode levar pelo menos dois anos para voltar a exportar carne bovina para a União Europeia (UE)

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Pexels/Foto de Rickie-Tom Schünemann

Deputados questionam futuro controle fiscal brasileiro

  • Declaração de Thévenard foi feita durante sessão em que deputados europeus questionaram a segurança dos controles brasileiros sobre produção e uso de medicamentos na pecuária.
  • O deputado austríaco Thomas Waitz criticou a facilidade de acesso a antibióticos no Brasil e o sistema de identificação dos animais.
  • “No Brasil você pode comprar antibióticos por quilo em uma loja comum, sem nem precisar dizer se é agricultor ou não”, disse.
  • Para ele, a falta de identificação individual do gado dificulta saber a origem de um animal quando ele chega a um confinamento ou frigorífico.
  • O irlandês Ciaran Mullooly citou o recolhimento, em dezembro de 2025, de lotes de carne bovina brasileira com estradiol, hormônio proibido na pecuária europeia.
  • Ele questionou se os controles brasileiros seriam suficientes para evitar novos casos e citou a preocupação de consumidores que compraram a carne acreditando que ela não continha o hormônio.

Estratégias do governo brasileiro

Para tentar recuperar o mercado na Europa, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) algumas medidas para adequar os controles às exigências do bloco.

A retomada é considerada importante para os cofres brasileiros. Isso porque, em 2025, o Brasil exportou US$ 1,049 bilhão, cerca de R$ 5,7 bilhões, em carne bovina para a UE.

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Entre as medidas está um protocolo privado elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

O documento prevê auditorias em fazendas e frigoríficos habilitados a exportar para a UE.

O Mapa também editou novas regras para definir quais medicamentos têm uso proibido na produção. Além disso, estabeleceu procedimentos de rastreabilidade, alerta e bloqueio de lotes com eventual contaminação.

Agora, o governo brasileiro aguarda uma auditoria presencial da UE na cadeia da carne bovina.

A expectativa é de que a inspeção siga modelo semelhante ao usado recentemente na cadeia de frango. A auditoria sobre aves terminou em 4 de setembro e teve resultado favorável ao Brasil.

UE avaliou os controles sobre carne de aves e mel do Brasil

Em 17 de setembro, o secretário-executivo do Mapa, Cleber Oliveira Soares, afirmou que a UE havia considerado satisfatórios os protocolos apresentados para a retomada das exportações de frango. Uma decisão deve ser discutida em reunião prevista para o fim de outubro.

O relatório final da auditoria foi publicado nesta segunda. Segundo o documento, o sistema brasileiro de controle para produção de aves e mel atende às exigências europeias relacionadas ao uso de determinados antimicrobianos.

A avaliação positiva, porém, não significa autorização imediata.

Para voltar a vender esses produtos ao mercado europeu, o Brasil ainda precisa ser incluído novamente na lista de países autorizados a exportar para a UE. A decisão caberá às autoridades europeias.