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Brasil

"Ninguém quer comer carne de burro por aqui", diz Boulos após fala de Milei

Presidente da Argentina e aliado de Flávio Bolsonaro, Milei disse nas redes sociais que espera o Brasil sair de "curso socialista decadente"

23/09/2026 15:28
Fotos: HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
“Ninguém quer comer carne de burro por aqui”, diz Boulos após fala de Milei

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reagiu à declaração do presidente da Argentina, Javier Milei, sobre esperar que o Brasil saia de um “curso socialista decadente”, direcionada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em publicação nas redes sociais, Boulos disse que o argentino é uma “vergonha” e que “ninguém quer comer carne de burro por aqui”.

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A jornalistas na Assembleia Geral das Nações Unidas, Milei, aliado do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), afirmou torcer para que o Brasil “possa abraçar novamente as ideias da liberdade e fazer parte do grupo de países livres”, ao ser questionado se uma eventual eleição do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) abriria caminho para que o Brasil integre o Escudo das Américas, grupo de países alinhados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Não, obrigado @JMilei. Ninguém quer comer carne de burro por aqui. Você é uma vergonha para a América Latina e para o bravo povo argentino!”, escreveu Boulos no X.

A declaração se refere à alta nos preços vistos no país nos últimos anos. Um dos itens mais afetados é a carne bovina, levando ao consumo de carne de burro na Argentina.

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Como mostrado pelo Metrópoles, essa proteína era comercializada por cerca de 7,5 mil pesos o quilo (aproximadamente R$ 37,50) em abril, valor inferior ao da carne bovina.

As declarações de Milei se somam às críticas incisivas feitas por Milei a Lula nos últimos meses. Durante visita do presidente argentino ao Brasil para a convenção do PL que oficializou Flávio como candidato, chamou o petista de “ladrão” e “presidiário”.

As declarações levaram o Itamaraty a convocar o embaixador brasileiro em Buenos Aires e a rebaixar a relação diplomática com o país vizinho.