Ações asiáticas recuam com petróleo acima de US$ 100 e incertezas no Irã
Índices do Japão, da Coreia do Sul e China abriram em queda nesta 2ª. Preço do petróleo no mercado internacional passa de US$ 100 o barril

A maioria das ações asiáticas opera em queda nesta segunda-feira (30/3). A possível escalada na guerra no Oriente Médio e a disparada do preço do petróleo, com barris negociados acima de US$ 100, refletem diretamente a instabilidade nos pregões da Ásia.
O índice japonês Nikkei 225 caiu 4,5%, enquanto o S&P/ASX 200 da Austrália perdeu 1,2%. O Kospi da Coreia do Sul despencou 3,2%, o Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,7% e o Composto de Xangai recuou 0,7%.
Enquanto isso, no comércio energético, o petróleo bruto de referência dos EUA subiu US$ 2,28, chegando a US$ 101,92 por barril. O petróleo Brent, o padrão internacional, teve alta de US$ 2,88, chegando a US$ 115,45 por barril.
As incertezas no mercado financeiro global passam, ainda, pela possibilidade de incursões terrestres dos Estados Unidos no Irã.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusa os Estados Unidos de estarem planejando uma ofensiva terrestre “secretamente”. Ele também disse que os soldados iranianos estão “esperando” a entrada das tropas norte-americanas.
“O inimigo abertamente envia mensagens de negociação e diálogo, mas secretamente planeja um ataque terrestre. Mal sabem eles que os homens estão esperando a entrada dos soldados terrestres americanos para lançar fogo sobre suas almas e puni-los e a seus parceiros regionais para sempre”, afirmou.
Ofensiva terrestre
Na sexta-feira (26/3), o jornal norte-americano Wall Street Journal afirmou que os EUA avaliam enviar mais 10 mil militares terrestres ao Oriente Médio. O país estaria planejando, inclusive, uma ofensiva contra a Ilha Kharg, que administra cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã.
Com a guerra entre os EUA, Israel e o Irã completando um mês nesse fim de semana, ainda não há perspectiva de um desfecho próximo.
O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa um quinto do petróleo mundial, continua fechado desde 28 de fevereiro, o que causa alta no preço do petróleo global. O Irã tem permitido, ocasionalmente, a passagem de embarcações de países que consideram aliados.
Nesse domingo (29/3), chanceleres do Paquistão, da Turquia, do Egito e da Arábia Saudita se reuniram na capital paquistanesa em um esforço para reduzir a escalada da guerra no Irã.



