Trump minimiza alta do petróleo em meio à guerra: “Não foi tão grave”

Donald Trump minimiza impacto econômico do conflito com Irã, apesar da alta do petróleo no mundo e da pressão política interna

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Chip Somodevilla/Getty Images
Trump durante discurso do Estado da União, no Capitólio
1 de 1 Trump durante discurso do Estado da União, no Capitólio - Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou, nesta quinta-feira (26/3), os efeitos econômicos da guerra com o Irã e afirmou que a alta nos preços da gasolina e as oscilações no mercado financeiro foram menos intensas do que o esperado.

“Francamente, achei que os preços do petróleo subiriam mais e que o mercado de ações cairia mais. Não foi nem de perto tão severo quanto eu imaginava”, disse.

Segundo Trump, a reação dos mercados surpreendeu positivamente. Ele afirmou que esperava uma disparada mais acentuada no preço do petróleo e uma queda mais expressiva nas bolsas de valores, o que não se concretizou.

Para o republicano, o comportamento mais moderado reflete confiança na condução do governo.

Trump minimiza alta do petróleo em meio à guerra: “Não foi tão grave” - destaque galeria
3 imagens
Trump em discurso no Capitólio
O Estreito de Ormuz é a principal rota marítima de petróleo do mundo
Trump em discurso no Capitólio
1 de 3

Trump em discurso no Capitólio

Chip Somodevilla/Getty Images
Trump em discurso no Capitólio
2 de 3

Trump em discurso no Capitólio

Win McNamee/Getty Images
O Estreito de Ormuz é a principal rota marítima de petróleo do mundo
3 de 3

O Estreito de Ormuz é a principal rota marítima de petróleo do mundo

Lara Abreu/ Arte Metrópoles

Trump tenta camuflar real situação

Apesar do tom otimista, os números indicam pressão crescente. O preço médio da gasolina nos Estados Unidos se aproxima de US$ 4 por galão, cotado a US$ 3,981, com alta de cerca de US$ 1 em relação ao mês anterior.

O aumento já começa a ser visto como um potencial problema político para aliados republicanos, especialmente às vésperas das eleições de meio de mandato.

No mercado internacional, o cenário segue volátil. Após um dia de queda impulsionado por expectativas de avanço diplomático, os preços do petróleo voltaram a subir com força nesta quinta-feira, diante do fracasso nas negociações entre Washington e Teerã.

Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 3,76%, sendo negociado a US$ 93,72. 

Já o Brent, principal referência global, subia 3,77% e ultrapassava os US$ 100, refletindo o aumento das incertezas no fornecimento global.

Escalada militar

O impasse diplomático ampliou o risco de escalada militar. Conforme o jornal The New York Times, o governo norte-americano chegou a propor um plano com 15 pontos para encerrar o conflito, incluindo restrições ao programa nuclear iraniano e suspensão de sanções. A proposta foi rejeitada por Teerã, que condicionou qualquer cessar-fogo à aceitação de suas próprias exigências.

O cenário se agravou ainda mais após a morte de um comandante da Guarda Revolucionária iraniana em um ataque recente.

Outro fator crítico é o controle do Estreito de Ormuz, área estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo. Sob domínio iraniano, a região tem sido alvo de restrições e ataques a embarcações, intensificando o temor de interrupções no fluxo global de energia.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?