Trump minimiza alta do petróleo em meio à guerra: “Não foi tão grave”
Donald Trump minimiza impacto econômico do conflito com Irã, apesar da alta do petróleo no mundo e da pressão política interna
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou, nesta quinta-feira (26/3), os efeitos econômicos da guerra com o Irã e afirmou que a alta nos preços da gasolina e as oscilações no mercado financeiro foram menos intensas do que o esperado.
“Francamente, achei que os preços do petróleo subiriam mais e que o mercado de ações cairia mais. Não foi nem de perto tão severo quanto eu imaginava”, disse.
Segundo Trump, a reação dos mercados surpreendeu positivamente. Ele afirmou que esperava uma disparada mais acentuada no preço do petróleo e uma queda mais expressiva nas bolsas de valores, o que não se concretizou.
Para o republicano, o comportamento mais moderado reflete confiança na condução do governo.
Trump tenta camuflar real situação
O aumento já começa a ser visto como um potencial problema político para aliados republicanos, especialmente às vésperas das eleições de meio de mandato.
No mercado internacional, o cenário segue volátil. Após um dia de queda impulsionado por expectativas de avanço diplomático, os preços do petróleo voltaram a subir com força nesta quinta-feira, diante do fracasso nas negociações entre Washington e Teerã.
Já o Brent, principal referência global, subia 3,77% e ultrapassava os US$ 100, refletindo o aumento das incertezas no fornecimento global.
Escalada militar
O impasse diplomático ampliou o risco de escalada militar. Conforme o jornal The New York Times, o governo norte-americano chegou a propor um plano com 15 pontos para encerrar o conflito, incluindo restrições ao programa nuclear iraniano e suspensão de sanções. A proposta foi rejeitada por Teerã, que condicionou qualquer cessar-fogo à aceitação de suas próprias exigências.
Outro fator crítico é o controle do Estreito de Ormuz, área estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo. Sob domínio iraniano, a região tem sido alvo de restrições e ataques a embarcações, intensificando o temor de interrupções no fluxo global de energia.






